Apesar de casado, eu tenho uma amante na rua. Isso não é problema!
Não há mal algum em um homem jovem, que sempre quis conhecer o mundo e que verdadeiramente ama não ter que decidir e abrir mão do que pode ser um aprendizado enriquecedor, entrar numa aventura onde só se tem a ganhar. Um relacionamento bom não significa viver escravo das vontades sem nunca realizá-las. Nós vivíamos e vivemos momentos de alegria e tristeza, falta de esperança e prazeres intensos. Somos felizes os três em harmonia, possivelmente pela falta de conhecimento mútuo é verdade, mas elas sabem, cada uma da sua maneira, que as minhas intenções são as melhores. Muitos de nós trocariam a segurança, companheirismo e verdadeira admiração por beleza, prazeres e elogios, mas eu não tive que fazer uma escolha, não pelo menos entre as opções, e hoje eu estou muitíssimo feliz por isso. Não foi uma tarefa fácil, diga-se de passagem, amigos me perguntavam o por que de eu não investir mais na minha amante já que estava tão apaixonado, conhecidos sempre que podiam faziam questão de lembrar como era bonito a forma que eu e minha pretinha nos tratávamos, mas eu nunca esqueci a outra, não outra no sentido depreciativo, mas aquela que me sustentou nos momentos difíceis e me ensinou da maneira mais difícil que ela precisava de mais tempo e atenção, e que nem sempre programar eventos brilhantemente é a melhor forma de ser feliz!
Se alguém me perguntasse hoje de qual das duas eu gosto mais, eu responderia: “veja bem, eu já não posso viver sem um delas. A TI eu dedico a maior parte do meu tempo mesmo sabendo que a retrato da outra não sai da minha cabeça.” Se a vida é a soma das nossas escolhas, há quem diga que o resultado da minha acaba de mudar.