A poesia não está morta

A poesia não está morta
Talvez, a institucionalizada…
Mas as moças e os moços
Da minha quebrada
Produzem a todo vapor

Os muros se pintam de arte
Sem culpa e nenhum pudor
As paredes emolduram frases
Da literatura popular, meu senhor

As batalhas de Rap
São nossas acadêmias
A cada rima improvisada
Deparas com o que temias

É, a senzala aprendeu a ler
E produz sua literatura
Não há de nos calar
Com a tua ditadura
Nos muros da Universidade

Nossas letras não cabem no lattes
Nossos portfolios se fazem a lápis
Guardanapos
Blocos de nota

Nos aperfeiçoamos sim!
Atravéz das cotas
Invadimos o seu mundinho
E temos acesso a Guimarães Rosa
Machado de Assis
Poesias
Prosas

Nossa arte pula os muros
E pixa os muros da acadêmia
A poesia tá viva
Nos guetos e vielas
Respira
(Sem ajuda de aparelhos)

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