Pulgas e Percevejos

Eu sei de tudo o que quero

E tudo aquilo que mereço

Mas a final

Qual é o preço?

Nada é barato, meu caro!

Quando se é

Corrompido por um capitalismo ordinário

Que rouba as páginas do seu diário

E vende na primeira feira:

“Os desamores de uma bicha maconheira”

Taca-lhe etiqueta!

Quem faz a feira

Faz careta

Porque é caro!

O capital se apropria bem

(Do que ele acha mais rentável)

Mas é inevitável

Meu nome cai na boca do povo:

Esse cabra não sossega o facho

Macho de mais pra ser viado

Viado demais pra ser macho

Rotulado

Pelos mesmos capachos

Imperialistas

Que insistem em rotular

Meu sexo

Mas eu sei de tudo o que quero

E tudo aquilo que mereço

Meus lábios perplexos

Se perdem entre os beijos

Batons e barbas

Pulgas e percevejos

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.