limpeza

jul. 14, 2015

estou aqui.

é hora de dar o meu máximo para jogar fora todas as coisas que me prendem aos momentos ruins, às lembranças mal feitas, às pessoas tóxicas. estou aqui querendo fazer uma limpeza dentro de mim mesma.

respiro. respiro fundo e compassadamente. isso me ajuda a me concentrar no que é bom, nas memórias boas, no que eu devo fazer para não surtar e fazer minha vida sair dos trilhos. tento. respiro, respiro e me distraio. inicio uma oração. me distraio novamente. às vezes, a mente quer seguir por caminhos diversos de uma vez só. a concentração é difícil. mas, posso garantir que o assunto é o mesmo.

recomeço a oração, agora, em voz alta, para prestar atenção no que estou falando. há quem pense que eu estou falando com o nada. não, não estou. na menor das hipóteses, estou falando comigo, com o que eu quero, com o que eu almejo e sinto. e aí, as coisas fluem, nem que seja por um pouquinho de tempo.

eu já sabia de muitas coisas que eu queria e que eu não queria. algumas ficaram cada vez mais nítidas nessa semana de reflexão. quero paz, quero sossego, quero mais do que nunca me afastar do que me faz mal — seja pensamentos, pessoas, ideias, praticas -, quero amor, muito amor e quero amar. quero ser o melhor do melhor de mim. quero me esforçar. não quero ficar à deriva da vida.

ano passado, no qual me cansei muito, eu comentava muito sobre uma vida sabática, sobre um ano sabático. ok, eu quero um emprego (e quem não quer?). porém, as coisas andam difíceis, já faz 7 meses que estou fora das amarras do meu emprego e aí você me pergunta: você aproveitou algo desses 7 meses sabáticos? não. nada. chorei muito, me irritei muito, amei menos do que deveria e poderia e não aproveitei o meu tempo. resumindo: não vivi.

agora, sinto que devo aproveitar este tempo da maneira mais saudável que possa ser. com pessoas pra amar — a começar de mim -, fazendo coisas que deixem meu espírito leve, ver o mundo de maneira menos caótica e ir pra um lugar seguro, cada vez mais longe do Bicho, como chama o meu amigo. não dar vazão às armadilhas mentais e, claro, ter consciência de que não sou perfeita e que posso cair aqui ou acolá, mas sempre com a noção de que posso levantar.

eu quero amar, eu quero ser, eu quero construir. eu estou disposta. eu estou disposta. eu acredito nisso.

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