não sei por onde começar

ago. 06, 2015

sempre escrevo através de fluxos de pensamentos, mas minha cabeça, nesses dias, está fazendo mais barulho do que milhões de vias expressas, portanto, não dá pra parar e escutar apenas uma.

imagine só se eu saísse pulando de via em via em busca de um tema decente para escrever aqui. os carros se movem tão rápido, só flashes de luzes e eu seria atropelada, sem mais nem menos, sem nem perceber.

creio que é isso o que está acontecendo. eu estou sendo atropelada pelos meus pensamentos, numa batalha constante de quem consegue passar primeiro por aquela vaga apertadinha que apareceu ali. e aí o lado do carro passa, rápido, mas se arranha todo, só porque quis ir primeiro.

uma música é cortada ao meio por outra que não deveria ser aquela. paro. respiro. penso “vamos voltar à outra música, não?”, mas aí ja foi demais. nas rádios das vias expressas da minha cabeça é tudo numa chance só. ou foi ou foi. não dá muito para controlar esse tráfego intermitente de informações, lembranças, cheiros, cores, melodias, memórias. não dá para interditar todas as vias (eu já teria feito isso, se desse. se bem que…). não dá. a vida é esse monte de rua, é esse monte de carro andando em velocidade feroz e você é um bêbado que tem que dançar por entre os carros que se move com a intenção única e exclusiva de te matar.

eu não sei por onde começar, estou cansada de dançar. na verdade, acho que nunca aprendi.

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