A VIDA NO ASILO


A dualidade dos idosos que vivem em asilos: abandonados ou acolhidos?


Em meio ao cotidiano corrido, muitas vezes a velhice pode vir acompanhada de solidão, abandono familiar e até depressão, o que deixa a vida dos idosos ainda mais triste. Mas não é sempre que isso acontece, a palavra asilo significa proteção, amparo, segurança. E é por isso que resolvemos falar sobre o Asilo São Vicente de Paula, localizado em São Borja. Fica no centro da cidade, e é possível observar, por muitas vezes, ao passar de ônibus indo ou voltando da universidade, os idosos tomando banho de sol em suas cadeiras, muitas vezes conversando, refletindo ou apenas observando o movimento da rua.

A assistente social Iaçanã Pletsch Pires contou exatamente como as coisas funcionam por lá. O asilo foi fundado em 12 de dezembro de 1944, e não se sabe ao certo quantas pessoas já passaram pela entidade, o que se sabe é que hoje ela conta com 74 hospedados e outros dois para serem acolhidos.

Os idosos contam com diversos serviços em prol de seu bem-estar, incluindo psicóloga, assistente social, enfermeira, técnica de enfermagem e nutricionista, além de atividades voluntárias, como festas temáticas, sessão de cinema, o que os tira da rotina cotidiana.

Ao investigar sobre o assunto, muitas vezes se fala do problema que é a saudade de casa, do gosto de preparar a própria comida, das atividades que antes davam prazer e hoje só são lembradas com certa nostalgia, mas, conforme a declaração de Iaçanã, a promoção do bem-estar dos idosos é prioridade, deixando-os o mais próximo possível que tinham ou de seus costumes.

As visitas são diárias, alguns recebem visitas semanais e alguns sequer recebem visitas, o que, em conclusão, pode ser visto como abandono por parte da família, mas o que se sabe é que eles não chegam a passar por isso, visto que são muito bem assessorados pela equipe da entidade.

Hoje, no Brasil, existem 20 milhões de idosos e 83 mil deles vivem em asilos, segundo o IPEA, Instituto de Pesquisa Aplicada, no Censo de 2010. A maioria paga a própria hospedagem com sua aposentadoria, e se pede que existam recursos do Estado para que haja uma estruturação para o cuidado com o idoso, sendo que, existem apenas 3.548 asilos no total, contando com o público e o privado. Às vezes a vulnerabilidade em que se encontram se justifica na falta de recursos dos próprios idosos ou até mesmo da família, para que, economicamente, se consiga hospedá-los em alguma entidade.

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