NATIVOS DIGITAIS E SEUS PROBLEMAS.

Por: Leonardo Lopes

Quem nasceu nos anos 90 normalmente têm o maior acesso às tecnologias digitais na sua adolescência, e para a neurologista britânica Susan Greenfield o mundo admirável das redes sociais e da internet não são tão admiráveis assim.

Em uma entrevista concedida à revista VEJA a mesma diz :

“As crianças que estão crescendo agora nesse ambiente do ciberespaço, não vão aprender como olhar alguém nos olhos, não vão aprender a interpretar tons de voz ou a linguagem corporal”

Ao lermos isso, todos nós começamos a pensar se é de fato assim que as coisas andam nos dias de hoje. E se analisarmos bem vemos que grande parte realmente corresponde ao que afirma a neurologista. As crianças e adolescentes não interagem mais como antigamente e não pensam em se desenvolver em qualquer aspecto que não seja seu perfil digital. O uso é exagerado sim e quem aponta são as estatísticas; os chamados “Nativos Digitais” gente que nasceu após 1990, apresentam níveis de usos alarmantes. Um estudo americano feito em 2010 mostrou que metade dos adolescentes entre 13 e 17 anos estavam gastando mais de 30 horas por semana na internet. Isso significa que quatro a cinco horas em frente ao computador. Ou seja, são quatro horas do dia em que a criança não brinca, não interagi com pessoas, que não toma luz do sol no rosto, que não se suja brincando e ganha a necessária imunidade, e que também não abraça e interagi com os seus amigos, pais ou responsáveis.

Esse problema não é tão levado a sério pela maioria da opinião pública e pelas instituições de ensino, culturais e da saúde pelo simples fato de que se você tem um grupo de pessoas se divertindo e outro grupo fazendo dinheiro com isso, tornasse um círculo perfeito para os interessados.

Então é preciso admitir que existe esse problema, que crianças estão sendo atingidas por transtornos como o aumento do transtorno de déficit de atenção e da hiperatividade (TDAH) e a causa do aumento, segundo estudos, podem ser as tecnologias digitais.

E para ser resolvido de vez o problema, segundo Susan Greenfield, é necessário oferecer um mundo tridimensional mais interessante para eles.