Aurélia Franco
Aug 31, 2018 · 1 min read

Na poeira dos dias, o sentido de todas as coisas

Na sujeira das ruas, o significado da vida

Nas calçadas vazias, as memórias de todos os homens do mundo

No sono das crianças, os medos dos velhos de quem o tempo há de rir-se:

“Cretinos, nunca serão nada!”

(À revelia da garantia)


Cresçam e vejam, filhos de Gaia:

Não há vida nos interstícios da vida

Não há escolha nos instantes de reflexão

Não há homem no silêncio da alma

Existam

E não mais insistam em ser mais.

(Do que rebanho)

    Aurélia Franco

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    Esteja atento, Pedro Bala. Vão dizer que a Dora morreu pelas tuas mãos.