duas.

Organizando algumas caixas velhas
encontrei as alianças que um dia você me deu. 
Guardei-as desde dois-mil-e-onze
na esperança de, um dia, trocá-las 
por mais uma que marcaria nossa história. 
Lembro-me bem de seus significados, 
como vieram parar aqui, 
e os motivos por terem terminado em caixas. 
Fui convocada a reduzi-las à pó.
E então, quebrei o silêncio e sonhos antigos
ao colocá-las devagar em meu dedo
 — que destinei à ti por alguns anos — .
Lembrei e li, com fervor, a frase cravada na prata de uma delas.
Sorri. Até o fim.
Tu foi a porta para o que hoje eu sou. 
E não há o que cantar,
não teria sido
não teria dado;
o fim ainda não chegou.

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