Parece compulsivo vindo de mim

que tenho histórico de louca

e desequilibrada.

Mas, sabe, estou curada

há alguns meses,

por Este que deu a vida por nós.

É ilógico pensar assim,

nessas conjecturas que

te impedem de chegar até mim.

Culpar-me dos erros do passado

parece coisa de quem tem

medo de encontrar a própria culpa.

O cenário em que vivemos estabeleceu isso.

Você o fez.

Colocou essa barreira aqui,

ali,

e em qualquer outro lugar que eu possa passar.

Seria tão mais fácil abrir mão

do que você é,

como eu o fiz.

O egoísmo te tirou do eixo, da

compostura de homem.

Da posição de verdadeiro interceptor

do amor.

Que não existe mais.

Ou existe, e você nega.

Porque assim, te doeria menos.

Te mudaria menos.

Te consumiria menos.

E me foderia mais.

Postura de ingênuo, galanteador,

dono da verdade.

Existe. E não ficou lá atrás.

Decida o que quer de mim.

O que pretende de mim.

Só não diga que não sabe.

De indecisões estou farta.

E te rogo, querido, todas as pretensões.

Não deixe-as em papeis.

Fale-as. Cante-as.

E eis de nós o que virá após este ponto final.


29/agosto/2016

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