(Cap. 9) 12/02 _ Quad Bike em Swakopmund

Dunas cênicas no Deserto do Namibe na costa de Swakopmund

Nosso passeio de quad bike com a Desert Explorer Tours estava programado para a parte da manhã, mas a empresa marcou de nos pegar no hostel às 9h só, então nesse dia não precisamos acordar com o nascer do sol e pudemos dormir mais um pouquinho. Uhuuul!

O Thiago, que não queria gastar dinheiro, resolveu ficar no hostel e acabou saindo para visitar a colônia de focas em Cape Cross com os pais adotivos dele. Sim, passamos a chamar aquele casal que conhecemos ontem assim, rs, porque eles e o Thiago se deram suuuper bem, passaram a manhã e a tarde toda juntos e tals.

Eternamente descabelada.

Começamos umas 10h e foram 3h horas de quad bike nas dunas (na verdade 2h de quad bike + 1h de sandboarding) e custou NAD 700. Essas dunas pertencem oficialmente ao Deserto do Namibe (sim o mesmo deserto do Deadvlei, o ponto mais esperado da viagem!), que se estende por toda a costa da Namíbia.

Esse era o segundo momento mais esperado da viagem para mim! Eu sempre quis muuuuito andar de quad bike e vou te dizer que é bem tranquilo, só acelerar no guidão e ir. Bom, pelo menos era para ser simples… Confesso que depois que acabamos de fazer o sandboarding e estávamos voltando, não sei o que rolou, mas eu comecei a atolar muuuito. Eu devo ter atolado umas 10 vezes fácil. Sério, eu estava indo tão bonitinha até então… Acho que foi porque quando eu parava o quadbike e depois queria continuar, eu acelerava muito rápido, ai ele só afunda na areia, enfim.

O Sandbording não foi bem um sandboarding. Não era aquela prancha própria para isso, mas sim uma chapa de MDF enorme, para deitarmos em cima. Mas sem problemas, eu não pretendia descer em pé mesmo. Da última (e única) vez que eu tentei fazer isso, em Huacachina no Peru, eu capotei tão lindo e dei de cara na areia tão feio, mas tão feio, que entrou areia em partes do meu corpo que eu nem sabia que existiam, e fiquei com vários hematomas pelo corpo uehuahe.

Descemos a duna duas vezes só porque pqp… Que trabalheira que era subir aquela duna gigante toda de volta, sério. Cê chega lá em cima e se questiona se vale mesmo a pena ter que passar por esse sofrimento todo de novo por uma descida de alguns segundinhos, rs. Naaah, vou ficar aqui em cima mesmo, ouvindo música e apreciando a vista, tô de boa aqui. rs

A duna que descemos de sandboarding, note os pontinhos pretos (pessoas) e tooodo o caminho que tem que fazer para voltar

Depois do sandboarding ficamos rodando mais uma hora pelas dunas nos direcionando para voltar. Muuuuitas dunas lindas pelo caminho, queimadas pelo sol e com as sombras das nuvens, dignas de plano de fundo do Windows. Maaaas fiquei meio sem graça de pedir para ficar parando toda hora para tirar foto então… =p

Essa foto foi tirada com um Iphone 4S. Agora imagina ela tirada com uma câmera descente, quão mais incrível não seria, rs.

Bom, terminado o passeio, que valeu suuuper a pena, o nosso guia do quad bike nos deixou de volta no hostel quase 14h. O plano era tomar banho, trocar de roupa e sair para almoçar e pensar no que fazer na parte da tarde. Talvez visitar a cidade vizinha de Walvis Bay ou, por sugestão da Marília, alguma township (que são os subúrbios pobres) por perto.

Bom, já no hostel, depois de passar alguns dias sem ver “civilização” relaxamos um pouco mais. Como não tinha tomada no quarto, decidimos deixar um computador e dois celulares carregando no corredor para a cozinha. Como 99,9% dos turistas são europeus com mais grana que a gente, não teria por que temer, certo?! Não. Infelizmente não foi bem assim.

A Marília foi tomar banho e quando voltou, o celular dela tinha sumido, ficou só o carregador na tomada. O “engraçado” é que não levaram nem o computador dela nem o meu Iphone 4S. Sóóó depois que isso aconteceu que foram mostrar para a gente uma tomada atrás da cortina, atrás da cama (sim, atrás dessas duas coisas ao mesmo tempo). Fomos até a polícia, mas eles não estavam neeeeeem um pouco a fim de trabalhar. Demoramos para conseguir convencê-los (sim, precisaram ser convencidos a levantar a bunda e trabalhar) a ir até o hostel conosco e lá eles não fizeram nada, andaram pelos cômodos e foi isso. Êêêê má vontade. Um saco.

Não, o hostel não tem câmeras de segurança em nenhum cômodo. Uma funcionária lá inclusive nos contou que há uns meses atrás ela deixou o celular dela em cima da bancada da recepção, carregando no computador, saiu de perto por um momento e alguém levou. E ficou por isso mesmo. Sério, que porras? Turista europeu furtando celular dos próprios funcionários do lugar, é sério isso? Tá foda hein galera…

Camelinho simpático na volta do quad bike. A empresa também organiza passeios pelas dunas com os camelos

O PIOR de tudo é que nos lugares mais remotos e pobres que estivemos, onde a população não tem quase nada, em momento algum eu me senti ameaçada ou com medo. A população é humilde, respeitosa, caridosa, sem maldades, se importa e cuida um do outro. E perceber isso é fácil, é só prestar atenção no jeito com que as pessoas olham para você.

Mas no lugar mais “civilizadinho” que SÓ tem “alemão e europeu de primeiro mundo” essa porra acontece. E sim, eu já estava me sentindo meio desconfortável naquele lugar desde que chegamos, com os alemães nos olhando de cima a baixo. Isso, somado com aquele episódio em Brandberg em que o turista alemão foi SUPER escroto com o namibiano que só queria ajudá-los a atravessar o rio, me fez diminuir e muito a minha opinião a respeito dos alemães. Foda o que a “civilização” faz com você.

Bom, a tarde foi perdida nesse infernozinho. Acabamos nem almoçando e só lá para as 18h que fomos sair para ir ao mercado comprar alguma coisa para cozinhar no hostel (e chocolates de consolação). O resto da noite foi parada. Cozinhamos um macarrão com legumes e atum, ficamos conversando um pouco na sala e não demoramos muito para ir dormir. Como sempre, a ideia era acordar cedinho, arrumar as malas no carro, pegar o café da manhã às 7h quando ele começasse, e partir para nosso próximo destino: Sossusvlei..

Foi um dia bem chatinho, com dor de cabeça que definitivamente não precisávamos, mas enfim, vida que segue..