Vamos se conhecer?

Me conta aquela loucura guardada no seu íntimo que você nunca teve coragem de fazer, quero dividir essa adrenalina contigo. Me deixa segurar tua mão e sentir o pulsar do seu corpo, vai. Posso te levar pra dar uma volta? Te fazer ver o mundo com os meus olhos, te mostrar as aventuras de Sidney Sheldon com um tom melodramático de Nicholas Sparks, mesmo que você não seja fã de livros. Eu posso tocar seus sinais? Me deixa encontrar o mapa mundi pelo seu corpo e descobrir meus locais favoritos, prometo te deixar fazer o mesmo em mim, mas não tenho lá tantos sinais assim. Podemos sair de casa sem rumo, sem saudade, sem olhar pra trás só com 2 pares de roupas, uma garrafa da nossa quinta favorita e dois sorrisos livres? Eu te faço uma barraca e ilumino a noite com a luz dos seus olhos. Me deixa te mostrar os mistérios dos astros, a energia dos corpos, a conexão magnética de cada ponto desse universo. Eu te faço ver a magnitude do infinito, te faço cruzar a linha do malabarista pra sermos eu e tu no mundo invertido, afinal o que melhor há se não o nosso inverso? Só fica aqui um pouco, não foge não, deita aqui comigo e viaja pelas estrelas, quero te perguntar sobre o futuro, sobre Marte e os corpos estranhos, me diz quem tu é no escuro e me deixa dizer que meu sonho é o mundo, quero rir contigo, por favor me deixa guardar tua risada como se guarda vaga-lumes. Me canta os versos da tua alma e me embebeda com tua voz serena. Escuta minhas lástimas e revoltas sociais, minhas decepções pessoais e minhas teorias frequentemente irracionais. Vamos ali em um café, trocar umas ideias, uns olhares, uns toques de dedo. Te compro um chá e pão de queijo, pra mim café bem forte como sempre. Vamos dar uma volta no parque, comer algodão doce, sentir a nostalgia da infância. Me leva no teu lugar favorito porque o meu já é você, me apresenta tuas opiniões e teu jeito de amar. Vou fechar seus olhos e te fazer provar os mais diversos sabores da nossa culinária, prometo te fazer um jantar daqueles a luz de vela com direito a som ambiente e mesa posta. Vamos discutir o sentindo da vida mesmo não tendo vivido nem metade dela, vamos desafiar as leis do universo como se fossemos capaz de vencê-las. Só não me jura nada, te imploro. Não sei como viver diante de uma queda eminente, da dúvida, do descompasso, então deixa assim, sem promessas e planos, sem futuro e só o agora, afinal nada mais importa. Me bagunça, me revira, me enlouquece, só não me deixa ter a certeza de que tu vai embora um dia. Prefiro sorrir a ignorância do que chorar a sabedoria. Vem ser tu, na essência, sem edições, revisões ou correções. Vem cá viver comigo sem padrões, no bruto de um pensamento ingênuo, sem lapidação, sem espaço pra mas. Vem ser junto à mim o que tu não sabe ser sozinho.

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