As Novas Economias em convergência com o Movimento Lowsumerism

Você já parou pra pensar nas alternativas desse movimento no vídeo feito pela Box1824 e como elas estão conectadas aos novos modelos econômicos na nossa sociedade?

Já faz mais de um ano desde que o movimento foi produzido e cunhado pela agência de tendências BOX 1824 e com um conteúdo no Ponto Eletrônico, e hoje são mais de 166 mil visualizações no seu vídeo no youtube.

Você já pararam pra pensar como no caso as Novas Economia podem entrar nesta convergência com o movimento, quando eles mencionam o fazer empreendedor, nada me faz pensar na criatividade, no conhecimento que adquirimos toda em nossa vida. A Economia Compartilhada e Colaborativa, a sua estrutura, aquele bem ocioso que tem dentro de casa, e o poder da colaboração e do coletivo. Numa ideia qualquer, seguindo o movimento Lowsumerism e usar daquilo que já possuímos dentro de casa, podemos usar desses valores, tangível e intangível, para que possa fazer algum sentido.

Se nós decidimos ter o mínimo dentro da nossa casa, entrando de vez neste movimento Lowsumerism, que tal pensarmos da seguinte forma: pois bem, não quero que esse objeto que aqui ficou, vá influenciar o consumismo que continua a vigorar o mundo, do mesmo modo de tudo aquilo que retirei de dentro da casa.

Vamos nos basear na fluxonomia 4D de Lala Deheinzilen que você pode ver aqui e as suas 4 dimensões:

Se eu tenho habilidade de concerto, e aquela coisa for um objeto de madeira, um pequeno cômodo que dá pra concerta, não preciso jogar fora, posso usar do conhecimento mínimo necessário e pintar o objeto de madeira, arrumar o calçado deste objeto. Caso não tiver essa habilidade, posso procurar numa rede social, no caso a Bliive, rede social que conecta pessoas que passa algum tipo de conhecimento numa troca entre pares, lá eu devo encontrar alguma pessoa que possa me ajudar e eu posso arrumar, posso certamente oferecer serviços e ganhar uma grana nessa época de crise.

Veja como temos possibilidades de convergência seguindo o movimento Lowsumerism e essas novas economias, invariavelmente eu circulei as quatro dimensões: cultural, ambiental, social e financeiro da fluxonomia 4D, nisso seguindo vemos os novos conceitos das Economias do Compartilhamento e da Colaboração, perceba uma diferença entre os dois termos, muitas são as pessoas que fazem confusão e tentam ver as diferença destas duas economias que provoca controvérsias.

Eu aproveitei aquilo que não quero mais, renovei aquele móvel, um bem que pode ser doado ou emprestado pra alguma pessoa, pensei numa outra possibilidade, essa é fronteira entra a economia compartilhada e a colaborativa: o concertar, compartilhar, alugar, emprestar e tudo isso vindo da Economia Colaborativa, é o poder social das pessoas que é movido pelo coletivo e pela colaboração. É de você se posicionar diante desse consumismo que impera as nossas vidas e impede de vermos esses novos modelos.

A Economia Compartilhada nada mais é do que uma estrutura, aquele bem produzido palpável que se acumula, veja que o compartilhamento se encontra dentro da colaboração, por que é algo feito em conjunto, mas que se não usarmos, fica ocioso ocupando espaço dentro da nossa casa, é um acumulo, veja e observe bem? O que você pode fazer por exemplo com tantos copos dentro do seu armário? (aqui na minha casa, tem muitos copos, questionei a minha mãe e ela por assim decidiu selecionar alguns copos e levá-las numa outra casa nossa que temos no interior de São Paulo, mesmo assim não fiquei sossegado, pedi mais atenção depois o que ela vai fazer um dia que ela for desfazer novamente, sugeri ela passar pra frente futuramente.)

Se deus o livre o copo quebra, o que eu posso fazer? Alguma coisa eu posso fazer, a única alternativa seria: descartar corretamente pra não jogar no lixo, mas sim numa recicladora de vidros para nova produção da mesma.

Mas eu vejo claramente uma confusão de muitas pessoas sobre os novos modelos econômicos, mas principalmente na Economia Colaborativa e Compartilhada, que a cada tempo todos acabamos compreendendo numa inversão delas no pós consumismo, por simplesmente reaproveitar das mesmas, nada mais pode ser descartado na natureza. Aliás, nem a Economia criativa não damos valor, relacionado ao conhecimento, a cultura, algo que vem da nossa educação no tempo de escola, mas que depois é desprezado e deixado de lado. Muito gente não entende a importância da mesma.

A Economia de Multivalor, o que faltou mencionar, é dimensão financeira, ela não é somente o valor monetário, mas é o seu tempo e busca para gerar o resultado. Perceba que isso é algo que quando fazemos, o valor é gerado no movimento.

No facebook inclusive você pode procurar a conhecer o grupo Um ano sem lixo, lá tem muitas dicas de muita gente ajuda de forma colaborativa, com informações, você evitar de produzir lixo, procurando alternativas para o fazer empreendedor, ou para você mesmo dentro de casa e assim evitar coisas que ocupe o seu espaço doméstico, fora que você pode depois repassar pra frente, mas perceba bem, nem tudo que utilizamos pode ser repassado como os produtos higiênicos, e que são feitos na maioria das vezes pelo o fazer.

Ainda espero encontrar por ideias que aproveita o seu composto, como os perfumes também que na maioria das vezes, uma vez que após o seu vencimento, não são mais utilizados. Aqui você pode conhecer o Troco Perfume.

São uma infinidades de coisas que no pós consumo devemos pensar bem, tudo em sua volta terá uma função a desempenhar quando for descartada para o lixo, e por isso que as novas economias se convergem a este movimento de pensarmos nas suas possibilidades. Pessoas se movem e cada dia estão mais conscientes a desempenhar uma função de responsabilidade e sustentabilidade neste mundo.

Rogério H. Pereira