Consumo consciente não pode ser moda, mas uma responsabilidade de todos em um mundo sustentável.

Lendo o artigo de Milleny Cordeiro, no site O Hoje, decidi escrever uma coluna sobre esse tema interessante que é o consumo consciente.

De fato estamos vendo pessoas cada vez mais interessadas em consumir de forma consciente, mas será que não estamos querendo confundir o ato de consumir para adquirir coisas e depois descartá-las, sem dar conta da responsabilidade de todos?

É tudo lindo e maravilhoso consumir consciente, os brechós onlines estão ai, uma das pessoas que está no artigo eu conheci através do grupo da Lowsumerism no facebook. A Keloane com toda certeza lerá esta coluna, mas vamos a questão.

As roupas que todos destinamos para os brechós online é interessante a ponto de você gerar uma renda de todas as peças usadas do seu guarda-roupa, nessa economia podemos equilibrar o nosso poder de aquisição com o desapego, além de não precisa adquirir novas roupas. Sem dúvida alguma diminuímos tudo que temos dentro do nosso guarda roupa, vai de cada que tem a sua liberdade para tal ato.

A não ser que as roupas sejam feitas para não agredir o meio ambiente, não sabemos se o comprador fará da força colaborativa um ato transferível, responsável e consciente. O que quero deixar claro, por mais que sejamos conscientes, muita gente estará nesses brechós para satisfazer a sua personalidade e querer se mostrar de consciente e bom entendedor de uma nova retórica.

A grande questão é justamente continuarmos a depender de uma industria que não muda a sua visão para um mundo sustentável e consciente, fora a comunidade que é constituída de uma parcela de pessoas, que buscam vantagens para adquirir peças, e depois fazer o que com elas? Jogá-las fora, logicamente! Isso não me parece certo, se uma comunidade não sabe da responsabilidade que ela tem, uma parcela mínima, sempre estará lá pra se embrenhar e se sobressair aos demais. É bem triste, pra se dizer trágico.

Aqui nesse novo modo, você escolhe o seu lado, o status quo é camuflado.

Pessoas e interessados estarão sempre querer levar vantagens dentro das comunidades colaborativas, devemos ser resilientes a essas pessoas, e continuarmos num trabalho de constituição, esse será o nosso papel, poucos estarão aptos a seguir com o trabalho de ser conscientes e sustentáveis, quando novos mercados surgirem com um foco de consumo mais responsável, perceberemos que podemos modelar possibilidades, como as roupas que podem ser personalizadas, cada um com o seu gosto.

Na internet tem muitas formas de personalização de roupas, é uma possibilidade de economia para gerar renda, e ser sustentável e consciente.

Aqui nesta notícia no Stylo Urbano fala sobre a startup Evrnu, este é um modelo combina a reciclagem de roupas e economia circular, e ainda elimina a obsolescência percebida.

Isso é um fator de economia de circulação, ou economia circular, a roupa não é lixo, e nunca será, a visão que tenho é justamente no contexto das pessoas que não contribuírem para um mundo sustentável, elas são livres para fazer o que bem entende com as roupas que adquire num brechó, e depois descartam, ou até mesmo das empresas que não se importa com a sua responsabilidade sustentável dentro desse sistema.

Eu posso me julgar no ato dizer que o saudoso Charles Kettering, diretor de pesquisa para Sloan, disse em 1929: “a chave da prosperidade econômica é a criação organizada da insatisfação”, esteve sempre certo na sua posição na criação do progresso da grande montadora da GM. A insatisfação persistirá nas pessoas, físicas e jurídicas, e os bem intencionados moldarão a retórica de um novo mercado.

Escolha o que você bem quer nessa nova onda sustentável. Apenas não procure ficar obsoleto e continuar contribuindo para a insustentabilidade, não tem mais espaço pra isso na nossa sociedade.