Sussurro o seu nome entre duas estrofes de atrás da porta, do Chico, com Elis despercebida entre as cordas vocais fortes e densas, para que fique desenhado no tempo a erupção vulcânica do meu peito que agora te deseja com garras e presas ferozes de amor e um calor que abraça o meu corpo junto dos seus braços. Os meus sentidos permeiam os seus, procurando atiçados a sua pele a sua voz seu cheiro, tentando alcançar sutis a luz radiante que mora no seu peito e irradia calor.

Te fito com os olhos que sorriem largos e brilhantes sob a penumbra da noite que se alastra e nos une sob o reflexo suave e macio da lua que entra na sua pele e faz de mim admirador irrefutável das curvas da sua silhueta que se faz entre sombra e luz. Tendo a sua mão encaixada entre os meus dedos e um poema entalado na garganta eu tento te omitir o lirismo apaixonado de qualquer cântico que escape traiçoeiro pela minha voz e tente com laços aproximar a sua respiração quente e úmida pra perto do meu corpo que te chama, clama, e eu ajoelho em prece pelos seus lábios que me encontram assustado dentro da luz branda, desprevenido e cheio de paixão cega que sustenta a sua imagem divina sobre o pedestal do meu sonho de romances.

E quando a realidade esplêndida me toca bruta como num soco eu posso gritar alegre e mudo aleluias às luzes dançantes que se fazem nos seus olhos.

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