1993

Já tem um tempo desde que a minha vida passou a ser feita de saudade. Mas hoje, especialmente, a saudade teve um dono só: você.

Eu poderia falar que tô com saudade porque tem tempo que a gente não vê filme ruim junto, porque você não é de ligar e nem de mandar mensagem.

Eu poderia culpar as cias aéreas que não me ajudam e tornam impossível a tarefa de matar a saudade assim, na hora que ela aparece.

Eu ainda poderia falar que essa saudade às vezes vira um arrependimento. De ter ido embora, imaginando tudo que eu tô perdendo.

Mas isso não seria totalmente verdade. A verdade é que mesmo perto de você, a saudade não me deixa.

Porque estar com você significa que eu tô no meu lugar favorito no mundo inteiro. Estar com você tem gosto de pastel na Lagoa. 3 pra mim, 8 pra você. Tem briga idiota, eu implorando pra você acordar e um cafuné com todo amor que eu preciso.

É a certeza de que nenhum problema pode ser tão grave assim, afinal, depois de um “Eu te amo, gatinho / Eu também Lu”, tem como dar importância para qualquer outra coisa?

Um beijo daqueles que deixam a sua bochecha toda melecada (e você odeia).

Da sua irmã,

Lu.