As pessoas são más

Essa foi a conclusão a que cheguei depois de alguns eventos no Facebook. Não estou falando de nada relacionado à política, crise nem nada do tipo. Ao final desse texto você vai dizer “isso não é nada, as pessoas cometem coisas muito piores: torturas, assassinatos, etc.”. Sim as pessoas fazem coisas muito piores, mas as coisas grandes vêm das coisas pequenas e é delas que pretendo falar. Mais especificamente de uma coisa: o prazer na dor ou no sofrimento alheio.

Todo mundo tem medo de alguma coisa. E o medo é uma reação involuntária do organismo. Às vezes, não dá para você controlar. Algumas pessoas têm tanto medo de algo, que isso se torna uma fobia. Não sou psicóloga, portanto, não posso falar com muita propriedade do assunto. O fato é: se você tem medo de algo, você não quer lidar com aquilo, muito menos lembrar que aquilo existe. É assim com quem tem medo de altura, palhaços, cobras e, no meu caso, baratas.

“Mas que besteira”, você deve estar pensando. Para você pode até ser, mas para mim não é. Eu, ou qualquer pessoa que tenha medo de algo, provavelmente não vai poder explicar porque tem medo daquilo (exceto no caso de algum trauma). A gente só sente medo e pronto. Medo não! Pavor, nojo, fobia. A palavra que você queira dar, contanto que o objeto do medo fique bem distante de nós.

O que vem acontecendo é que, nas últimas semanas, diversas vezes fui surpreendida com fotos de barata nas minhas redes sociais (facebook, principalmente, mas também instagram e pinterest). Sabe a sensação de você receber um spoiler? Ver algo que não gostaria? É um milhão de vezes pior. Isso também vale para imagens de acidentes ou animais feridos.

Vamos entender o seguinte: As pessoas são diferentes. Não é porque você lida bem com alguma situação ou não tem problema de ver certos tipos de imagem, que outras pessoas seja como você. Ao compartilhar certos tipos de imagem, você não está respeitando outras pessoas na sua rede social que não possuem nenhum interesse em ver aquilo. Ou pior, podem estar fazendo alguma refeição naquele momento. Nem todo mundo gosta de ver imagens de corpos na hora do almoço. Vamos respeitar isso.

Quando uma pessoa faz um post pedindo, educadamente, para não compartilhares fotos de barata na rede social, você pode ser gentil e acatar ao pedido ou pode ignorá-lo. Mas responder ao comentário postando uma foto de barata, é extremamente ofensivo e desrespeitoso. Cada um sabe os medos e traumas que carrega consigo e mesmo que você ache que aquilo seja “besteira” ou “frescura”, não custa nada respeitar a outra pessoa.

Vamos parar de menosprezar os medos alheios. Vamos entender que ninguém é igual a gente. Vamos respeitar o outro. Ao começarmos com pequenas coisas, nós evoluímos para as outras.

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