O que eu vou ser quando crescer?

Desde uma época em que não conseguimos recordar direito, somos atormentados por familiares, amigos, professores (e por qualquer pessoa que cruze o nosso caminho) com a mesma velha pergunta de sempre: “o que você vai ser quando crescer?”. À medida que os anos passam, as respostas como astronauta e cientista dão lugar a outras menos sonhadoras como advogado, dentista ou engenheiro.

Durante os anos de colégio minhas respostas variaram até que cheguei a um decisivo “jornalista”. Mas será que é isso mesmo? Essa é a pergunta que tenho me feito durante toda a graduação. Não que eu esteja desgostosa do curso ou da profissão, nem nada do gênero (apesar de o mercado de trabalho não ter um cenário dos mais animadores…). O negócio é que, ao contrário do que imaginava aos 9 anos, hoje tenho 22 e continuo me perguntando o que quero ser quando crescer.

Sinto que me interesso por tantas coisas que é difícil me enquadrar numa caixinha e dizer “é isso”. Talvez esse dia chegue, mas por enquanto a única certeza que tenho na vida, é que eu não tenho certeza de nada. Não sei qual será o tema do meu TCC (que a cada dia me assombra estando cada vez mais perto), não sei se vou conseguir emprego depois que me formar (espero que sim, hein) e muito menos o que será da minha vida pós-faculdade.

Enquanto isso a gente vai crescendo e vendo se descobre alguma coisa no meio do caminho.