sorri, vai mentindo a sua dor e, ao notar que tu sorris, todo mundo irá supor que és feliz..
a loucura tem me desnorteado mais que nunca por esses tempos.. não sei se posso chamar de loucura, mas ela é minha e eu dou o nome que eu quiser. e, claro, é fêmea: se não fosse, não seria tão intensa. pedro falou uma coisa que me fez pensar sobre tudo, ou quase tudo, “acho que tenho medo dessa loucura, dessa tristeza toda que tu carrega contigo”, ele disse . eu não tenho medo dela, nunca tive, mas daí a negar o quanto essa loucura toda me afeta em termos mais práticos da vida seria mentir pra mim mesmo. tô num processo de adormecer um pouco essa dor, canalizar todos esses pensamentos embolados em algo que me acrescente, em algo que me engrandeça. ou pelo menos tentar. e não faço isso por diploma, carteira assinada nem nada do gênero. faço por mim. eu sempre tive necessidade de apalpar as coisas, de conseguir ver, sentir, pra saber que é meu. o mundo das ideias pode ser, e é quase sempre, um lugar de desconforto constante, de inquietude, de não existência, impalpável, e eu tô longe de precisar disso nesse momento. não sei se abriria mão da arte, mas a arte foi cooptada há muito por um mundo que não é meu, e esse mercado só me faria mal. não sei. eu abri esse texto pra dizer que não sei, por isso tenho fingido.
