fumaça. é o mais físico que consigo visualizar essa coisa que vai desde aqui até aí. não consigo te odiar, você sempre volta. não consigo te amar por completo porque estou vazio e você... você não me preenche. não seja você, não faça piadas sujas sobre isso, daquelas bem baixas que eu costumo adorar… não ouse! não me faça baixar a guarda. queria só te deixar ir, mas não consigo não arrancar sua roupa, como se estivesse numa espécie de cio, enquanto você caminha por esse tapete que tem mais suor nosso que qualquer lençol já teve. minha líbido ainda tá conectada ao teu cheiro. teu suor, não teu perfume. não consigo parar de imaginar seus gemidos exagerados no meio das madrugadas. eu quase te sinto sentando em mim, eu quase sinto teu cheiro. então não vá. não faça nada. não encoste em mim, não enxugue minhas lágrimas, não ouse querer mais nada de mim, não olhe nos meus olhos, não toque na minha barba, não ponha seus pés sob os meus como quando gozávamos juntos. só fique aqui até eu não precisar de você aqui. fique aqui até que sua presença faça doer mais que sua ausência. e então vá. leve, como uma fumaça.

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