Luana Bittencourt
Aug 31, 2018 · 4 min read

O QUE EU NÃO SEI SOBRE O AMOR (Parte 2)

Tudo começa Nele

I João 4:19 “Nós o AMAMOS, porque Ele nos AMOU PRIMEIRO

I Jo 4:7 “O Amor procede DE DEUS”

Quando entendemos que o amor procede de Deus, que Ele nos amou primeiro e que Ele é o próprio Amor, tudo muda. O nosso esforço que nunca é suficiente, a performance vazia , e a nossa inconstância em amar a Deus muda de perspectiva.

Antes de tentarmos amar a Deus de todo o nosso coração precisamos entender e receber a intensidade do amor dEle por nós.

Porque não conseguimos amar a Deus com a mesma intensidade que Ele nos ama?

Porque somos seres limitados, inconstantes, falhos, e se basearmos nossa relação com Deus no que sentimos, certamente esta relação será INCONSTANTE.

A Bíblia nos alerta quanto a corrupção e ao engano do nosso coração.

Jeremias 17:9 “ Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto, quem conhecerá?”

Quando vamos a fundo neste versículo descobrimos que enganoso (Aqob) aqui significa também montanhoso, íngreme. Eu ouvi certa vez uma comparação que dizia que nossa vida com Deus muitas vezes é como uma montanha russa. Porque se basearmos nossas relações em nossas emoções teremos altos e baixos. Pois somos imaturos, agimos conforme circunstâncias e oscilamos no que sentimos por Deus.

Temos momentos que estamos explodindo de amor, de fome por Deus, obedecemos, nos alegramos. Mas de repente as coisas mudam de lugar e nosso amor muda junto. Já não temos tanta fome, nosso coração já não acelera quando pensamos em Deus, começamos a depositar mais amor em outras coisas e às vezes até passamos dias sem nos lembrar dEle, do nosso relacionamento.

Mas nós tentamos, estavamos nos esforçando, cumpriamos até com alguns requisitos de quem ama a Deus. Mas mesmo assim falhamos! Mais uma vez falhamos! Falhamos porque estávamos amando a Deus com o nosso amor, com o nosso coração corrupto.

E esta situação se repete ao longo da história. Das nossas histórias, das histórias da bíblia e das histórias de muitos.

Ap 2: 2–4 “Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos, e o não são, e tu os achaste mentirosos.E sofreste, e tens paciência; e trabalhaste pelo meu nome, e não te cansaste.Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor.

O Amor é algo que vem primeiro. Antes de tudo já estava disponível a nós. E para que seja amor intenso, tem ser o primeiro, o principal, em nós também. Para que isso seja real e constante precisamos entender que há níveis mais profundos no amor. Mas antes de mergulhar nestes níveis precisamos responder: E aquele primeiro nível de amor? Será que eu ainda o tenho, ou até mesmo esse eu abandonei?

Para mergulhar mais fundo é preciso já estar dentro. E este texto de Apocalipse fala de uma igreja, de pessoas como nós, que tinham uma performance gospelmente invejável. Eles tinham obras admiráveis, serviam com maestria e tinham qualidades que agradavam ao Senhor. Mas eles não tinham o que deveria estar em primeiro. Eles não tinham o primeiro Amor, o amor que vem de Deus. Eles abandonaram a jornada deste amor. Eles se ocuparam, talvez sem nem perceber que não havia mais amor ali. Porque? Porque enganoso é o coração do homem.

Antes de continuarmos a falar sobre esse amor te convido a fazer esse caminho de volta. Te convido a entrar no rio novamente, ou talvez pela primeira vez.

No texto que lemos Deus aponta o ponto fraco daquela igreja e logo em seguida mostra o caminho de volta:

Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras Ap 2:5

Lembrar aqui não é só trazer a memória como também fazer menção. Algo te tirou desse amor, algo te fez cair, esquecer e abandonar o primeiro amor. E isto precisa ser reconhecido e confessado. O texto fala também em arrepender-se, e arrependimento fala em mudança de mente. Sem mudança de mentalidade não é arrependimento, é remorso.

O caminho de volta é um trabalho em conjunto entre eu e Deus. E essa mudança de mente, é eficaz e profunda quando permitimos que Ele trabalhe isso em nós. Pois aí não serão nossas tentativas falhas em amá-lo mas uma experiência genuína com o perdão e o amor de Deus. Isso é entrar no rio. Esse é o caminho de volta ao amor.

Tudo começa nEle. É impossível gerar em nós um amor puro, intenso, constante e verdadeiro sem termos antes entendido e experimentado o amor dEle por nós. Sem passarmos pela experiência da cruz, sem antes encontramos nossa filiação em Deus e sem aceitarmos que não vem de nós mas procede de Deus.