A alguém;

gosto de escrever mesmo que seja nada com nada para o nada.

A pouco estava chorando, agora estou tão leve, essa é a vantagem dos medicamentos, eu flutuo.

Continuou querendo chorar, mas não tenho estabilidade para isso, para controlar o meu corpo, não consigo chorar por mais que queira e tente. A dor passou por ora, digo a dor física, não o emocional pois essa é algo bizarro demais para explicar.

Minhas dosagens aumentam conforme o prazer pela vida some, me pergunto o quanto é necessário para morte, o quanto realmente estou me matando?

Meus sentimentos estão fora do meu corpo, consigo vê-los rindo na minha frente como se meu sofrimento pelo vazio fosse engraçado, divertido.

Cristina, na minha cabeça, continua a me encher de problemas estúpido.

Cindy, no seu vaso, continua me encarando como se eu estivesse a matando com meu cigarro.

Ted, na gaiola, continua escondido como se me culpasse pela vida medíocre.

E eu, continuo me perguntando onde estou, por que estou e para que estou.

tortura

tormenta

talvez

tortura

tá tarde

Paz à quem aguente. 07/03/2017
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