Pétalas carbonizadas

Estava ali, absorta pelas fagulhas que rastejavam-se no chão de concreto polido.

Deflagraram-se suas fibras, sutis. Grotescas... Em cinzas, em brasa... pétalas de razões carbonizadas, tais como epílogos rubros.

Os deslizes dos chamas, bruxuleios retrocessos, evadiam o aspecto miserável da observação.

Naquele instante, me desencontrava naquela melodia persistente e corroída pelos lamentos.. Fogo, fogo!

Aqui, sua face.. não, me abandone, é um músculo! Chamuscado, outrora vivaz, sanguíneo... sangue.

Eu pressinto quaisquer diretrizes desta circunstância incendiária... Forma.

Não, não! Sussurro vil... Disforme poesia, disforme retidão absurda...

Sim, reticente.

Sou eu, defesa.

Somente dissecando a trágica desenvoltura, mórbida postura deles.

Eu atrevo à gratuidade da sensibilidade ardente destes atos. Fogo!

Escuro.

Extravio de membros...
Escalpelo dialético.

Sussurros sutis.

Visão deturpada.

Voz, voz?! Fumaça.... sufoco, oh... indefiro!

Deixe-me asseverando minhas lágrimas etéreas pelo fogo.

Movimento... Minha partitura de defesa.

De fato, o sonho corrompido. Expressão, expressivo?

É face, é suspeição, é desafeto, loucura, louca... devassa. Grite, não.. não. Escandalize, movimente.

Perca sua pele para o fogo, indeclinável... Entregue-se.

Arte, magnífica arte. Indecoro.

Sucumbência, sucumbir...

Comprove-se inerte, inspire sua magnitude carbonizada pela coação e impostura vivencial.

Pois aqui, observo, absorta pelas fagulhas que escapam de seus sorrisos brilhantes e retorcidos. E fato, e ponto.

Permaneçam nesta melodia, intitulem o silêncio razoável e peticionem sua rejeição maculada por minha observação, aqui sentada... estéril... vulnerável... e detentora deste olhos marejados.

Não estou imune, eu incendiei previamente à aceitação frívola do restante.