Auto-engano
Ary Cruz
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Sem querer enaltecer a existência ou não de deus; todos somos “deus”. Basta, somente, que percebamos, aceitando também que mesmo que insignificantes somos únicos… não importa o que fazemos ou deixamos de fazer aqui, seremos eternamente lembrados por nossas ações.

Fico pensando o que seria a solidão? Solidão plena (se é que existe)?

Me incita a forma como o personagem detalha o ocorrer de um dia, um período; a forma como fala de preconceito seguido do comentário sobre o incenso.

Sinto uma calma e prazer ao ler o personagem narrar seus momentos acompanhado, diferente do turbilhão de sensações ao estar sozinho(?).
É como se ele me passasse uma sensação menos ansiogênica enquanto descreve como é estar na companhia de alguém, por mais que aquilo seja/fora irrelevante e efêmero para ele.

Por que definir a solidão como algo “para fortes”? Afinal, já nascemos num espaço só nosso, onde ninguém entra a não ser que seja plenamente permitido por nós mesmos… ninguém além de nós. Ou seja, é tudo questão de uma escolha nossa.

Não é bem uma crítica, apenas estou revivendo o texto e, certamente, terei outros sentimentos e pensamentos, talvez totalmente diferentes, ao ler mais uma vez; a diferença é que dessa vez quis tentar transcrever tudo o que senti ao ler, indagar-te e indagar-me antes que esquecesse por que cheguei àquela questão.

…E esse título é ótimo! Faz-me pensar muito no conto, no que pensei inicialmente, no que escrevi acima, no que penso agora e no que pensarei em breve, muito breve.

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