The Dwarves — Uma Análise (PC)

Disponível para PC, PS4 e Xbox One

Dentre os jogos que resolvi para finalizar 2016 e começar 2017, acabei com The Dwarves, um RPG com Crowd-Combat financiado no Kickstarter e baseado em um livro de mesmo nome. Eu vou separar os elementos do jogo e analisá-lo individualmente, e no final, darei uma nota.

Enredo

Nosso ingênuo protagonista era apenas um ferreiro

Você joga como Tungdil, um anão que foi criado por magos e nunca viu outro anão ou a luz do sol na vida, já que vive no subterrâneo (irônico, não?). Tudo muda quando ele é chamado para ajudar o mago mestre do local e tem que sair numa jornada onde conhece uma galerinha muito louca e vão se meter em altas confusões. Como dá pra ver, a história é cheia de clichês, não que isso comprometa a diversão, tem um ótimo elenco de personagens, e inclusive tem uma parte da trama que faz muito sentido no gameplay. Mas no geral, ela é rasa, o jogo não te dá um registro das conversas com npcs, o que para um RPG com bastante texto é absolutamente necessário. Ela também sofre de uma grande linearidade, que vai aumentando com o passar do tempo de jogo e mesmo com o Gameplay sendo em um tabuleiro aberto durante grande parte do tempo. Pelo que pesquisei, algumas partes são adicionadas e outras removidas do livro, como algumas competições e mais eventos nas cidades dos anões. Foi uma tristeza o quão pouco as cidades dos anões foram exploradas.

Gameplay

“o desafio é mais com as mecânicas do que com os inimigos”

O Gameplay se divide em duas partes, o combate e um modo de tabuleiro, onde acontece as interações com o resto dos membros da equipe.

O combate de multidões é divertido, mas mal otimizado. É um jogo tático, mas não há a opção de mostrar os inimigos e suas barras de vida na interface, e há muitos inimigos na tela. A inteligência artificial dos seus aliados é ridícula, para eles serem úteis, você deve controlar todos, mas o jogo não te dá um bom incentivo a isso. Eu terminei várias batalhas apenas com um personagem, correndo de um lado para o outro e batendo em um inimigo quando dava. Demorou, mas eliminei todos, e o jogo travou. Perdi todo o progresso da batalha. O único incentivo que o jogo te dá, acontece em missões onde é necessário manter todos os personagens vivos, mas como o combate é mal otimizado, a câmera é presa nos personagens e vive com bugs, o desafio é mais com as mecânicas do que com os inimigos.

Grande parte do jogo se passa em um mapa-múndi que funciona como um tabuleiro

No tabuleiro, é onde grande parte do jogo acontece, interações com a equipe, decisões, um sistema de gerenciamento de suprimentos. As interações são ótimas, as decisões importam bastante, mas só no começo, infelizmente. O sistema de gerenciamento é simples, sendo necessário apenas comprar suprimentos em toda taverna em que pisar. É tudo bem simples e nada de espetacular, com exceção de algumas coisas que irei falar na próxima parte.

Visual e Som

Melhor personagem do jogo

Possui bons visuais para um jogo indie, realmente me impressionaram. Belas armaduras, cidades diferentes, mostrando a diferente arquitetura das tribos de anões e ótimas cutscenes. No aspecto do som, a narração e a dublagem são muito bem feitas, mas a trilha sonora, porém, é bem esquecível, tendo poucos momentos onde ajudam a empolgar.

Considerações Finais

Um jogo com personagens cativantes, arquétipos conhecidos, com poucos desvios. Mas para quem gosta de anões e telas cheias de inimigos, pode aproveitar o jogo na ciência de que ele não chega à altura de outros RPGs com anões (sem trocadilho). Mas ao preço que ele tá sendo vendido, não vale a compra.

Nota: 5/10