Valsa Maldita, de Tess Gerritsen
Em 2014 eu havia lido um romance policial incrível escrito por uma autora até então desconhecida por mim. O livro foi “O Cirurgião” e a autora é a Tess Gerritsen.
Não me lembro ao certo o que me fez pegar tal livro para ler, mas sei que o que me fez pegar Valsa Maldita foi a ótima primeira experiência que tive com a autora. Nessa obra, diferentemente da primeira, que era desde o início um livro investigativo clássico, a autora nos traz questionamentos semelhantes aos que William Peter Blatty instiga em um dos melhores livros que já li e que é um clássico, “O Exorcista”: será que temos dentro de casa uma ocorrência paranormal ou tudo não passa de alguma enfermidade psicológica?
Aqui acompanhamos as histórias de dois personagens: Julia, uma violinista parte de um quarteto que, ao comprar e tocar uma partitura com uma música completamente desconhecida descobre coisas estranhas acontecendo ao seu redor, e Lorenzo, também violinista, morador de Veneza. As duas histórias se passam em tempos distintos, a de Julia nos tempos atuais, com uma filha que parece ficar possuída por algo terrível quando ouve a estranha valsa sendo tocada pela mãe, e a de Lorenzo, que tem início na década de 30, em uma Europa que está começando a enfrentar os terrores criados por Hitler e seus acólitos.

O livro é bem enxuto, tendo pouco mais de duzentas páginas, o que fez com que eu conseguisse ler o livro em menos de 48 horas tranquilamente. A história é realmente bem envolvente e há momentos que você não quer largar o livro por nada nesse mundo!
Mas nem tudo são flores.
Como eu disse acima, o livro tem uma vibe um tanto parecida com a obra de Blatty, mas falha em algo que a dele não falha: ela dá uma resposta. Não que isso seja ruim, porque quando bem construído, uma história pode sim ser fechadinha, com todos os mistérios resolvidos, mas, nesse caso, o mistério era muito maior do que a resposta, o que me deixou com uma grande impressão de que o final não foi nem um pouco satisfatório.
No geral, achei que a história acontece em um ritmo bom, mas poderia se beneficiar de um final um pouco mais aberto, deixando a solução do problema mais na mão do leitor do que na do próprio autor.
Acredito que merece 3,5 de 5 estrelas.
