Quando o amor próprio resolve me abraçar,

eu aceito de braços mais que abertos. Mais que braços: alma aberta. Faço do meu peito seu lar. Me amo, me abraço, me envolvo, me encho de elogios e parabenizo minhas vitórias. As pequenas. As que importam.

Me permito celebrar. Quando foi que pensei que chegaríamos aqui? Por tanto tempo, imaginei ser uma ilusão. A insatisfação andava junto com a descrença, e as duas se preocupavam demais com o que os outros pensavam.

Hoje, olhamos e damos risada. Vencemos. E cada vez ligamos menos.

Permito-me elogiar onde chegamos. Elogiar o trajeto. Elogiar as pedras e, por que não, os tropeços. Permito-me elogiar a forma como levantei e levanto seguidas vezes.

Permito-me preocupar comigo como me preocupo com aqueles que amo e zelo com tanto cuidado e amor. Por que não comigo?

Eu mereço. Mereço, sim.

A caminhada é árdua e espinhosa, e por isso faço de mim a melhor companhia no trajeto. Caminho e continuo caminhando, descobrindo coisas novas em mim para me apaixonar todos os dias, cada vez mais.

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