POEMA

Afogada

Luara Rodrigues
Sep 6, 2018 · 1 min read

Sufocando no mar de abstinência

Me vejo vazia no cômodo incômodo lotado de apatia

Atormentada com tamanha agonia, me rendo a droga que vinha batendo insistentemente na porta da minha mente

De tempos em tempos demandando devoção

Droga que se toma, tomada pelo descaso

E que desce com água

Com vinho

Sangue de Cristo abençoando a droga divina que me cobre corpo, alma e espírito.

.

Desce e mergulha

Afunda

Afoga

No meu corpo inabitado, quase moribundo

Quase repleto da desistência que me preencheu a mentalidade fraca

Navegando em meus interiores corroídos

Vai me colorindo lentamente, fazendo da minha morte sua morada.

    Luara Rodrigues

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