POEMA
Afogada
Sep 6, 2018 · 1 min read

Sufocando no mar de abstinência
Me vejo vazia no cômodo incômodo lotado de apatia
Atormentada com tamanha agonia, me rendo a droga que vinha batendo insistentemente na porta da minha mente
De tempos em tempos demandando devoção
Droga que se toma, tomada pelo descaso
E que desce com água
Com vinho
Sangue de Cristo abençoando a droga divina que me cobre corpo, alma e espírito.
.
Desce e mergulha
Afunda
Afoga
No meu corpo inabitado, quase moribundo
Quase repleto da desistência que me preencheu a mentalidade fraca
Navegando em meus interiores corroídos
Vai me colorindo lentamente, fazendo da minha morte sua morada.