“No hero in her sky”

Escrevo isso como uma memória póstuma de mim mesma, eu que morri e ressuscitei tantas vezes esse ano, eu que me recriei,me reinventei e me reconstruí esse tempo. Me tornei várias em uma, que é uma mas sofre por várias.

No final não existe um herói, não existe um pote no final do arco íris, é só você e você, você e seus medos, seus desejos, seus arrependimentos… Somos a problematização de nós mesmo, somos as respostas de nós mesmos, no mínimo confuso não é? .

Me traí diversas vezes esse ano, me traí pelas vezes que abri mão da minha felicidade, pelas vezes que olhei e duvidei da minha capacidade, pelas vezes que me olhei no espelho e fui negligente em não me apreciar, pelas vezes que reneguei minha própria presença, como posso querer cobra a fidelidade de outros? .

Sou essa fúria, sou essa mansidão, sou sexta louca, sou domingo tranquilo, eu sou várias, sou essa pessoa que nem sabe quem é, mas que anseia viver, e esse interesse, todas as partes do que sou, tem interesse comum.

Viver mata mais do que qualquer droga, no final, ficar vivo é uma questão de força, quanto aos arranhões… são os troféus ganhos por tal proeza. Somos o que vivemos, somos o que não vivemos, somos os nossos erros e os nossos acertos, viver é contraditório, acho tudo tudo tão estranhamente melancólico.

É isso que deixo gravado aqui, memórias, as coisas mais fugazes e importantes, a única coisa na nossa vida que temos total controle, independente se ela for boa ou ruim, fora isso, nada possuímos, é tudo passageiro, assim como eu fui.

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