Google Analytics e suas principais áreas

A ferramenta de web analytics — fornecedora de dados estatísticos sobre a navegação em seu site — mais utilizada entre as empresas do mundo todo é o Google Analytics. Em 2012, um levantamento realizado entre as empresas do Fortune 500 revelou que 51% delas utilizavam essa ferramenta como opção de análise de seus sites e projetos.

Fortune 500 (2012)

Frente a essa grande adoção da ferramenta, os profissionais de marketing em geral tendem a querer buscar entender cada vez mais sobre. Pois aqui ajudarei você a compreender um pouco mais sobre o que se encontra dentro dessa ferramenta nas suas principais áreas.

O Google Analytics, quando instalado corretamente no site, irá começar a captar dados sobre os visitantes. Entre essas informações, ele irá registrar dados como o número de visitas, a quantidade de páginas navegadas, o tempo que as pessoas passam no seu site, as páginas que foram acessadas, o local de acesso, o modelo de smartphone utilizado (se aplicável), entre outras diversas informações.

Tela inicial do Google Analytics

Como se pode observar na imagem, a tela de abertura já possui um grande volume de informações — e para quem abre pela primeira vez pode até parecer confuso –, mas, para se nortear, tenha em mente que existem cinco grandes áreas básicas, que agregam boa parte das informações que são possíveis de se obter pela ferramenta. Essas áreas estão organizadas pelo menu lateral esquerdo, e é por ele que você fará a maior parte da sua navegação. São elas:

1. Tempo Real: permite conseguir estatísticas em tempo real dos acessos ao site, visualizando, por exemplo, quantos visitantes estão navegando no momento, em quais páginas e de que localidades acessam, entre outras informações abrangentes do momento do site. É bastante utilizado em conjunto pelas equipes de Business Intelligence e de Desenvolvimento, para checar se alterações de código de acompanhamento de dados foram realizadas com sucesso. Assim como pode ser usada para mensurar como está o impacto de alguma ação em real-time da empresa. Um exemplo: se você decidir veicular um anúncio na TV em um horário específico, pode acompanhar os acessos ao site e ver se o investimento em mídia gerou algum impacto imediato de pessoas procurando pela marca.

2. Público: esta área diz muito a respeito de quem são as pessoas que acessam seu site. Aqui são encontrados dados referentes a localidade dos acessos, tecnologia que utilizam para acessar — seja um desktop (computador de mesa), tablet ou celular (e qual modelo de celular utilizado) — , resolução da tela de seu dispositivo de acesso, qual o comportamento dele quanto ao tempo gasto no site e engajamento. São informações muito valiosas, principalmente para se entender a experiência que os usuários estão tendo com seu site, se em determinados formatos de acesso estão tendo dificuldades etc.

3. Aquisição: esta área é muito importante para avaliar o resultado de campanhas publicitárias, tanto nos meios online quanto nos tradicionais. Ela traz informações a respeito da origem dos acessos ao site, ou seja, de onde as pessoas vieram para nos encontrar? Via busca do Google? Via banner em algum site em que havia campanha da marca? Via post no Facebook que possuía link para seu site? (Essas entre outras formas de acesso.) Como o próprio nome diz, ela mostra como foi obtido esse usuário e por qual meio.

4. Comportamento: todo usuário, quando acessa um site, possui um comportamento de navegação. Realiza buscas internas, acessa páginas de seu interesse, executa ações, preenche formulários etc., até que, em algum momento, abandona o site. Aqui é possível observar, por meio dos números, os cenários mais comuns em seu site, e trabalhar com esses dados posteriormente para otimizar a experiência do usuário. Você poderá, por exemplo, entender se páginas-chave para o seu negócio estão tendo a performance desejada e, se não estiverem, realizar as mudanças necessárias para que isso aconteça.

5. Conversões: uma das mais importantes áreas e a mais requisitada por players de e-commerce, é responsável por trazer os resultados dos funis de conversão estabelecidos para o site. Tomando como exemplo casos de e-commerce, que têm as vendas como o objetivo final, passam pelo “filtro” visualização de produtos, cliques para levar ao carrinho, login do usuário, inserção de informações de pagamento e fechamento de compras. Esse exemplo pode servir também para empresas B2B, em casos em que o objetivo do site é ter novos clientes entrando em contato para a realização de negócios.

Essas são as cinco principais áreas do Google Analytics. Tendo em mente essa forma de organização das informações, a dica que posso deixar é: sempre tente explorar ao máximo a ferramenta para entender todo o potencial que ela tem a oferecer, pois a melhor forma de aprender, nesse caso, é botando a mão na massa!