Entrevista com um Pedófilo Adolescente


Havia escrito no post anterior sobre O Pedófilo Adolescente. Ao comentar sobre este post com um amigo, e do meu desejo de um dia fazer uma entrevista com um pedófilo adolescente, ele se ofereceu para ser entrevistado. Como não podia perder essa oportunidade resolvi pensar em algumas perguntas e no dia seguinte realizei a entrevista com ele. Segue abaixo o resultado, espero que gostem!


Lucas: Oi Ted, eu estou muito feliz que você se dispôs a fazer essa entrevista.

Ted: Oi Lucas, fico feliz em participar. Estou bem animado em fazer a entrevista! :D

Lucas: Primeira pergunta! Me conta um pouco mais sobre você. Qual sua idade? Qual série está estudando? Sua família? Algum interesse ou hobby?

Ted: Bem, eu tenho 17 anos de idade e atualmente estou cursando o Ensino Médio. Eu tenho quatro irmãos mais velhos, ou seja, sou o caçula da família. Eu morava com a minha mãe até recentemente, mas atualmente estou morando com uma parente já que a casa dela é mais perto da escola e fica mais fácil de ir e voltar da escola.

Meu hobby principal é jogar online com os meus amigos. Nós fazemos algumas lan parties (Uma LAN party é um evento temporário para juntar pessoas com os seus computadores, ao qual os ligam numa rede local (LAN), geralmente com o objetivo de se jogar jogos de computador multiplayer. Fonte: Wikipedia) de vez em quando ao invés de jogar só online.

Eu sou bem introvertido no entanto, então eu acabo preferindo ficar sozinho a maior parte do tempo. Por isso que jogar online é mais fácil.

Eu sinto como se eu não pudesse ser eu mesmo e que todas as pessoas na minha vida na verdade não conhecem o meu eu verdadeiro.

Lucas: Desde quando você sente atração por crianças? Quando você percebeu que você era um pedófilo?

Ted: Olha… eu acho que eu nasci dessa maneira, então talvez a resposta seja “Desde que eu nasci?”

Eu comecei a me sentir atraído por outras pessoas desde que eu tinha 13 anos de idade, mas eu não me sentia atraído por meninas da minha idade. Eu sempre achei que seios não faziam sentido nenhum para mim, ao contrário de outros adolescentes da minha idade naquela época. Até este momento eu não achava que havia algo de diferente em mim e eu não prestava muita atenção nessas coisas.

Tudo isso mudou quando eu tinha 14 anos no entanto. Foi quando eu comecei a perceber, racionalmente, que me sentia atraído por crianças. Eu achei que era só uma fase, e que isso iria passar à medida que eu crescesse, mas isso nunca aconteceu. Quando eu ouvi pela primeira vez sobre pedofilia, e pedófilos, e percebi que isso se aplicava à mim eu me senti horrível. Tinham várias pessoas [online] dizendo que eu iria acabar abusando de alguma criança um dia, e eu acabei acreditando nessas profecias auto realizáveis.

A única coisa que você aprende sobre pedófilos é que eles fizeram, ou vão fazer, coisas ruins. Esse tipo de mensagem faz com que um pedófilo que nunca fez algo se senta muito constrangido, assim como gera muitos sentimentos ruins [para essa pessoa].

Lucas: Na sua opinião quais são as piores partes de viver como um pedófilo?

Ted: Manter um segredo. É muito deprimente ter que manter segredos das pessoas à sua volta, e ter que se esconder quem você é em plena luz do dia. A principal razão por trás da minha depressão é justamente essa: que eu preciso esconder quem eu sou dos outros. Eu sinto como se eu não pudesse ser eu mesmo e que todas as pessoas na minha vida na verdade não conhecem o meu eu verdadeiro.

Outra coisa que é difícil de lidar é como a sociedade vê pessoas como eu. Eles [a sociedade] sempre presumem que todos os pedófilos são molestadores de crianças e isso simplesmente não é verdade. Eles acabam fazendo generalizações que afetam pessoas que nunca fizeram nada de errado. Eu acho que todo esse estigma e preconceito só serve para isolar os pedófilos da sociedade. Isto acaba gerando depressão, e outros problemas, para nós; assim como eu sofro com depressão por causa disso.

Foi quando eu comecei a perceber, racionalmente, que me sentia atraído por crianças. Eu achei que era só uma fase, e que isso iria passar à medida que eu crescesse, mas isso nunca aconteceu.

Lucas: Se você pudesse mudar sua orientação/atração sexual, você mudaria?

Ted: Não, eu não mudaria. Isto é parte de quem eu sou, de como eu nasci. Eu não mudaria isso simplesmente para me conformar com o resto da sociedade. É como se fosse um sorteio, e eu tirei o bilhete da pedofilia. Eu não trocaria esse bilhete, mesmo que isso fizesse minha vida ser mais fácil.

Acho que a maior parte das pessoas não compreende que eu não somente me sinto sexualmente atraído por crianças, mas também emocionalmente e romanticamente atraídos por eles. Acho que essas outras atrações faz com que as crianças gostem da minha companhia, porque elas gostam de pessoas que gostem delas. A maior parte das pessoas pensa, e sente, que pedófilos não deveriam nunca ter contato com crianças, mas existem casos em que isso não é verdade. Existem coisas boas que podem vir de uma criança interagir, de uma maneira não sexual é claro, com um pedófilo. Já me falaram que sou bom com crianças, e que elas normalmente gostam de mim. Que eu sou mais paciente com elas que a média, e que também sou mais afetuoso. Estas características me fazem ser mais bem quistos por elas, e são coisas que podem ser usadas de uma maneira positiva.

Por exemplo, uma vez um menino se aproximou de mim na escola. Ele era muito introvertido, bem parecido comigo. Nós acabamos se tornando amigos durante o pouco tempo em que nós interagimos. Mais tarde me foi dito que aquele menino nunca se aproximava de ninguém, que ele é muito introvertido e que nunca viram ele tomar a iniciativa para fazer amizade com alguém. Foi muito legal saber que ele se sentiu à vontade de fazer contato comigo, e eu me senti muito feliz de ter podido ajudar ele.

Lucas: Como você vê a si mesmo? Qual é a sua opinião sobre você mesmo?

Ted: Eu me vejo como uma boa pessoa, apesar da minha baixa autoestima me dizer o contrário. A minha autoestima também me faz pensar outras coisas horríveis de mim mesmo, mas na maior parte das vezes eu consigo ignorar isso.

Na escola me dizem que eu sou um bom participante em trabalhos em grupos e eu tiro boas notas; mas acho que os meus professores me dão notas melhores que eu mereço, minha baixa autoestima me faz pensar que eu não mereço essas boas notas.

Eu sempre estou sorrindo e acredito que as pessoas se enganam por causa disso. Mesmo quando eu estou me sentindo deprimido eu sorrio.

Lucas: Qual você acha que é a opinião das outras pessoas sobre você neste momento?

Ted: Bem, eles me veem como alguém que está sempre feliz eu acho, mas isso não é verdade. Eu sempre estou sorrindo e acredito que as pessoas se enganam por causa disso. Mesmo quando eu estou me sentindo deprimido eu sorrio. Meus pais veem como um bom aluno, por causa das minhas notas, e como um filho obediente. Eu sempre obedeço eles e faço o que eles mandam.

Meus amigos gostam de mim de uma maneira geral. Eu tenho um amigo em particular que eu sempre fico feliz de ver e acho que o inverso também é verdade. Nós passamos bastante tempo juntos quando estamos no colégio. Eu não penso nele como o meu melhor amigo porque eu não gosto muito desse conceito. Eu sou mais o tipo de pessoa que gosta de ficar sozinho e ter um melhor amigo não encaixa muito bem com isso. Eu também tenho amigos online com os quais eu jogo video games, mas nós não falamos sobre muita coisa além disso.

Acho que as pessoas na minha comunidade gostam de mim também. Por exemplo, a minha prima, com quem eu vivo atualmente, me disse à um tempo atrás que ela sentiu minha falta quando eu estava viajando por algumas semanas. Eu sempre tento fazer um esforço para estar sorrindo e ser agradável com as outras pessoas. Eu normalmente consigo fazer isso, mesmo lutando com a minha depressão e baixa autoestima.

Lucas: Você contou sobre você para alguém? Se sim, para quem?

Ted: Não, eu não contei para ninguém até agora. Eu nunca tentei compartilhar isto com ninguém porque eu não sei como eles vão reagir em relação à essa notícia; ou se eles seriam capazes de me aceitar. Eu acho que os riscos são maiores que os benefícios neste momento, e o meu medo de ser descoberto é muito grande. Definitivamente os riscos são muito grandes agora.

Lucas: Como você acha que as pessoas iriam pensar de você, ou reagir em relação à você, se soubessem que você é um pedófilo?

Ted: Acho que eles não iriam pensar muito bem de mim para ser sincero. Eu imagino que eles iriam achar que eu sou um abusador de crianças e talvez seriam mais agressivos, ou ofensivos, em relação à mim.

Eu realmente acho que a opinião deles iria mudar de ‘uma pessoa boa’ para alguém mal, uma pessoa ruim. De uma certa maneira eles provavelmente iriam me ver como uma ameaça à todas as crianças na comunidade.

Lucas: Você planeja contar para alguém da sua família, ou amigos? Se sim, você tem algum plano de como fazer isso?

Ted: Sim, eu gostaria de contar para a minha mãe um dia. Eu costumava pensar sobre isso todos os dias inclusive, imaginando como fazer isso de novo e de novo. Eu inclusive escrevi uma carta para ela, contando sobre tudo isso. Se eu sentisse que ela seria compreensiva sobre isso eu acho que eu arriscaria, mas por enquanto acho que os riscos são muito grandes e eu não quero arriscar.

Eu penso que escrever uma carta é mais fácil porque eu sou muito introvertido. Essa carta que eu escrevi seria a que eu gostaria de mostrar para ela um dia. Contar através de uma carta é mais fácil porque eu não precisaria dizer nada, tudo já estaria escrito de antemão. A pessoa simplesmente tem que ler a carta. Desse jeito é mais fácil para mim porque eu não gosto de ficar falando muito, ela lendo a carta é menos estressante para mim.

Eu gostaria que eles dissessem que eles se importam comigo, e eu gostaria de ganhar um abraço. Eu gostaria que eles perguntassem sobre isso, para que eu pudesse esclarecer quaisquer dúvidas que eles tivessem, me dando também uma chance de explicar sobre o que é pedofilia.

Lucas: Que tipo de reação, ou ação, você gostaria de ver de um adulto, se você decidisse contar sobre si mesmo para ele/ela ?

Ted: Aceitação. Eu gostaria que eles dissessem que eles se importam comigo, e eu gostaria de ganhar um abraço. Eu gostaria que eles perguntassem sobre isso, para que eu pudesse esclarecer quaisquer dúvidas que eles tivessem, me dando também uma chance de explicar sobre o que é pedofilia.

Eu desejaria que eles perguntassem antes de assumir coisas sobre mim ou sobre pedofilia. Mais do que isso, eu gostaria de saber que eles saberiam guardar esse segredo. Contar sobre isso é muito difícil e traumatizante, eu gostaria que eles pudessem respeitar meu desejo por privacidade e não contassem sobre isso para mais ninguém.

Seria ótimo se eles não quisessem, automaticamente, me mandar para um terapeuta ou psiquiatra. Eu realmente não acho que isso seria uma boa demonstração de suporte porque eu pensaria que eles não confiam em mim. Mesmo que essa ida ao terapeuta fosse relacionado à minha depressão, baixa autoestima eu não gostaria de participar da terapia. Eu não acho que esses profissionais poderiam me ajudar se eu não for 100% honesto com eles e eu nunca falaria sobre a minha pedofilia para eles. Eu já tive uma experiência ruim com um terapeuta e eu não confio totalmente neles; minha opinião é que é muito difícil achar um profissional que saiba lidar com pedofilia.

Eu não acho que preciso de ajuda para lidar com as minhas atrações, apesar de achar que eu preciso de ajuda com a minha depressão e baixo autoestima que derivam da minha pedofilia. Como eu disse, eu não quero ir em um terapeuta que não tem a capacidade de lidar com pedofilia; ir forçado a terapia é algo que eu realmente não quero.

Lucas: Como você vê pedofilia de uma maneira geral? Existe algo em particular de diferente por você ser um adolescente?

Ted: Eu acho que é simplesmente uma outra orientação sexual, como qualquer outra. Que não deveria ser tratada de maneira diferente, ou de uma maneira especial, com exceção de ser orientada à crianças. Não acho que exista nada de errado com ela, e eu consigo ver alguns pontos positivos dela. Pedofilia é algo neutro, o que a pessoa faz com isso é que pode ser bom ou ruim. Agir sobre isso no sentido de ter um contato sexual com uma criança é errado, mas usar isso para ser mais paciente e compreensivo com às crianças pode ser algo positivo.

Um dia eu gostaria de ver uma comparação do percentual de não-pedófilos que comentem estupros comparados com o percentual de pedófilos que cometem abuso sexual. Eu não acho que vai haver uma grande diferença entre estes números. Claro que estamos falando de crianças sendo abusadas, que é algo bem pior, mas o que eu quero dizer é que acho que a maioria dos pedófilos não querem abusar de crianças, e que eles também não acabam fazendo isso.

A maneira como a sociedade trata os pedófilos na verdade é prejudicial justamente às crianças que eles tentam proteger, fazendo aumentar o risco de um pedófilo se tornar um abusador de crianças.

Lucas: Como você se sente em relação à maneira como a sociedade trata os pedófilos? Isto te afeta de alguma maneira?

Ted: Eu tento não deixar isso me afetar mas às vezes isso acontece. Por exemplo, quando um professor menciona algo sobre pedofilia na sala de aula mas na verdade está falando sobre abuso sexual infantil. Isso me afeta bastante porque eu acho que estou sendo acusado de abusar de crianças, ou que um dia eu irei fazer isso.

As pessoas se focam muito em pedofilia e em pedófilos. Isso não vai impedir o abuso sexual infantil porque a maior parte dos abusadores nem pedófilos são. Eu sinto que todo esse estigma acaba fazendo com que os pedófilos se escondam mais e acabam não pedindo ajuda quando eles acham que isso é necessário. Fazer eles se sentirem isolados e depressivos somente faz com que seja mais provável que eles abusem de uma criança. A maneira como a sociedade trata os pedófilos na verdade é prejudicial justamente às crianças que eles tentam proteger, fazendo aumentar o risco de um pedófilo se tornar um abusador de crianças. Sem contar que faz com que eles percam o foco na realidade que a maioria dos abusadores não são pedófilos.

Lucas: Quais são os seus sonhos e esperanças para o futuro? A sua pedofilia é um fator neles?

Ted: Eu não sei para a falar a verdade, nunca pensei muito no futuro (risadas). Eu quero seguir uma carreira relacionada à Ciência da Computação, eu gosto bastante disso. Em um nível pessoal é mais complicado. Eu acho que sou exclusivo (pedófilo que se sente atrações somente por crianças), mas estou aberto a tentar alguma coisa com um adulto um dia. Considerando que eu gosto de ficar sozinho não sei se um relacionamento daria certo.

Poder contar para alguém um dia também seria fantástico. Eu gostaria de encontrar um outro pedófilo na vida real porque ele realmente iria me entender e me aceitar por quem eu sou.

Acho que eu iria me lembrar desse período da minha vida como sendo mais depressivo e isso seria bom, porque significaria que daqui a 20 anos eu serei mais feliz em comparação com o hoje.

Lucas: Daqui a 20 anos, quando você pensar sobre essa fase da sua vida como você acha que irá se sentir sobre isso?

Ted: Acho que eu ficaria muito feliz por tentando fazer um esforço para que pedofilia fosse mais aceita. Eu já participei em outras entrevistas e também em estudos científicos sobre o assunto. Acho que eu iria me lembrar desse período da minha vida como sendo mais depressivo e isso seria bom, porque significaria que daqui a 20 anos eu serei mais feliz em comparação com o hoje.

Lucas: O que você pensa sobre o “perfil pedófilo”, que diz que somente homens de meia idade supostamente são pedófilos?

Ted: Esse perfil não poderia estar mais errado! Ele é muito prejudicial não somente para os pedófilos mas também para as crianças. Isso não é baseado em fatos, mas em suposições sobre nós.

Eu não consigo deixar de pensar que isso leva os pedófilos a se esconder mais ainda, tornando os mais propensos a abusar de uma criança dado o seu estado mental mais deteriorado. Isto pode levar eles a chegar à um ponto em que eles dizem “Dane-se!” e acabar fazendo algo horrível. Também distrai às autoridades da maior parte dos abusadores de crianças, os ofensores situacionais.

Lucas: Você tem esperança que, em algumas décadas, a pedofilia seja melhor compreendida? E que ela não sofra do estigma atual, ou pelo menos sofra menos com isso?

Ted: Aham, eu tenho esperança que um dia isso aconteça. Talvez não em 20 anos mas eventualmente irá acontecer. Acho que existem cada vez mais material online falando sobre pedofilia de uma maneira boa, pessoas em mídias sociais dando exposição ao tópico e envolvendo o público em geral. Existem também bastante pesquisadores conduzindo pesquisas e publicando artigos sobre isso. Um dia esse estigma vai terminar.

Talvez o pedófilo não queira contar para seus pais, mas gostaria de receber ajuda e orientação. Eles deveriam ser capazes de obter isso de alguma maneira.

Lucas: Tenho certeza que você já ouviu falar sobre o estudo “Help Wanted” sendo conduzido no Moore Center. O que você pensa sobre o estudo?

Ted: Acho que é muito bom que existe um estudo para suportar pedófilos adolescentes. Como eu disse anteriormente, especialmente nestas idades eles são muito impressionáveis. Eu só não gostaria que esse tipo de ajuda você condicionado à ciência por parte dos pais. Talvez o pedófilo não queira contar para seus pais, mas gostaria de receber ajuda e orientação. Eles deveriam ser capazes de obter isso de alguma maneira.

Mais importante, acho que o pedófilo adolescente deveria ter a opção de ir para a terapia, ou pedir ajuda, sem que isso fosse forçado. Deveria ser um programa disponível para eles quando precisassem, e não algo mandatório para eles.

Lucas: Tendo mais ciência da sua pedofilia hoje do que outros adolescentes tinham a 20 ou 30 anos atrás, como você se sentiria se tivesse um filho, ou filha, pedófilo? Como você lidaria com isso?

Ted: Bem…. (respira fundo e pensa por um tempo). Claro que eu gostaria que eles soubessem que eles podem falar comigo sobre qualquer coisa, inclusive isto. Que ser assim não é errado e que eles não precisam se preocupar.

Gostaria que eles soubessem que estaria tudo bem e que tudo daria certo. Espero que eles pudessem confiar em mim o suficiente para falar sobre suas dificuldades com relação a isso e perguntar quaisquer perguntas que eles quisessem. Eu os aconselharia sobre o quão importante é ser cuidadoso sobre com quem compartilhar esse segredo. Que eles deveriam refletir bastante antes de contar para alguém, e que eu posso ajudar eles a fazer isso.

Também seria importante ensinar eles sobre suas atrações sexuais, sobre como é errado que eles ajam sobre elas e porque isso é errado. Que, apesar do que a sociedade irá dizer a eles, eles não irão abusar de uma criança nem agora e nem no futuro. Eu os orientaria a buscar ajuda online e os guiaria nesse processo, porque nessa idade eles seriam muito impressionáveis e eu não gostaria que eles adotassem uma visão pró-contato (pedófilos que acreditam que sexo com crianças é correto). Que eles não precisam adotar nenhum tipo de filosofia sobre pedofilia simplesmente para pertencer à algum grupo.


Originally published at pensamentosfolle.blogspot.com on January 1, 2000.

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