A raposa estava certa !

A algum tempo atrás, acabei cedendo as pressões sociais que me levaram a ler o livro do pequeno principe, deve ter mais ou menos um 1 ano e 10 meses em que isso aconteceu, antes de iniciar a leitura, alguém me alertou de que eu não deveria esperar uma mensagem tão profunda daquela história, talvez essa pessoa me conhecesse, porque isso seria a primeira coisa que esperaria de uma obra tão famosa; enfim terminei a leitura e uma frase me marcou: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

Um tempo depois vi o Padre Fábio de Melo, expor um pensamento sobre essa frase que acabei concordando, ele dizia que tal afirmação seria não assumir a responsabilidade por sua carga emocional, e atribuir essa função ao outro (pelo menos é o que lembro dele ter dito).


Mas onde quero chegar com todo esse papo, não é surpresa pra você que tenho uma saúde mental instável, durante todo o tempo em que estivemos juntos apresentei sinais claros dessa bagunça que é minha cabeça, e ontem mais uma vez isso aconteceu, não pretendo me prolongar nos motivos pois esses foram claros pra você (creio eu),porém hoje mais cedo pedi um tempo para poder pensar, o engraçado é que, sempre que rola alguma “DR” nossa, esse tempo pra pensar nunca se prolonga, até porque você é imediatista e me cobra respostas rápidas, mas enfim eu pensei, e as próximas linhas são minhas conclusões a respeito desse tempo de reflexão.


Saí pra aula tentando vizualizar como seriam meus dias sem ti, até aí imaginei minha rotina comum e algumas expectativas para o futuro, mas te via presente, como amiga- e se não formos mais amigos ?- tal conclusão me entristeceu. A aula seguiu e pouco pensei a respeito do que aconteceria, conformava-me com o término; seguiu a aula e fui para biblioteca mais um colega, depois de um tempo lá, recebi uma notícia que me alegrou, automaticamente pensei em te contar, lembrei de todo ocorrido, fiquei mau, e a medida que as horas passavam, notei o quanto você faz falta nos detalhes, sim você está em tudo, mas nunca tinha notado isso, somente depois de sentir sua ausência pude perceber o que aconteceu, perdi você, nesse espaço de tempo vi tudo o que implicava o fim da relação, por algum motivo egoísta quis destruir algo que jamais contruiria sozinho, confesso que queria evitar os “clichês” ao escrever tudo isso, mas nós somos um casal clichê, com apelidos, carinhos, intimidade, etc. Você faz parte de mim, acabar com tudo seria retirar essa outra parte, uma dor terrível, me lembrei da raposa do livro do pequeno príncipe, eu sou eternamente responsável por aquilo que cativo, não sei como será o futuro, ou até quando ficaremos juntos, espero que até o fim, mas apesar de tudo serei responsável por você, amo sua vida, amo você, perdoa-me !

PS: Amanhã faremos 1 ano e 9 mêses, esse é meu memorial desta data.

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