“Eu Sou”

Antes que Abraão existisse, Eu Sou (João 8.58)

Jesus, ao ser acusado de estar endemoninhado pelas afirmações que fez sobre si (“aquele que obedecer a minha palavra jamais verá a morte”) se revelou aos judeus incrédulos com a grande a apoteótica afirmação “EU SOU”. Essa é a expressão que Deus usou para se revelar a Moisés como registrado em Êxodo 3.14, ao chamá-lo para libertar o Seu povo.

Essa afirmação de Deus é mais profunda que podemos imaginar. É o primeiro aspecto da sua identidade revelada por Ele mesmo.

No branding, uma das primeiras coisas a se definir em identidade é o naming, ou seja o nome da marca. Um nome mal posicionado ou que não revele mais sobre o produto ou serviço pode levar o barco todo para o fundo do mar.

Jesus mostrou nessa afirmação que Ele era o próprio Deus, que a essência do Eterno corria em suas veias humanas! Mas a reação daquelas pessoas, ao contrário da fé que Moisés havia mostrado diante de um acontecimento miraculoso – uma teofania – foi de revolta e ódio, a ponto de apanharem pedras para matar Jesus.

Quando Deus se revelou a Moisés, a expressão YHWH, traduzida por “Jeová”, “Iavé” e aqui como “Eu Sou” mostrava a dimensão transcendente de Deus, que se fez existente para que pudéssemos ter um relacionamento com Ele. Gosto de pensar em Deus como o “Criador da Existência” – Ele É antes de existir, antes da criação do tempo, do espaço, de tudo que conhecemos como leis físicas, naturais e até mesmo sobrenaturais.

Ele tem o poder sobre todas as coisas, Ele é mais do que meramente um ser, Ele não foi criado por ninguém, Ele mesmo foi quem “criou o ato da criação”. Em sua essência está o que conhecemos como o amor, a justiça, a santidade, a integridade, a bondade; e Ele mesmo nos concedeu a chance de participarmos da beleza da sua essência, de termos essas mesmas características que Ele tem!

Jesus tinha todo o poder para mudar sua história, seu destino no nosso mundo. Ele podia simplesmente acabar com tudo em um piscar de olhos e ao dizer uma palavra poderia ter nos salvado. Mas a justiça é essência de Deus. Por isso alguém digno, que a despeito da sua perfeição fosse igual à criação que se tornou incompleta com o pecado, precisaria morrer e pagar o preço por nós. Esse alguém é Jesus Cristo, o nazareno pobre, nascido em uma manjedoura, rejeitado pelos seus próprios!

Jesus diz no versículo 50 de João 8: “Não estou buscando glória para mim mesmo”

Que fantástico! O único digno de reclamar glória pra si, o único que poderia se vangloriar por ser Ele mesmo o próprio Deus diz que não busca glória para si! Ele está nos ensinando que a maneira certa de agir como pessoas feitas à sua imagem e semelhança é tendo humildade diante de seus atributos. Certamente a humildade é fruto de sua amabilidade. Ele era íntegro (v.46), totalmente santo e amável.

Portanto,

Se nascemos em Jesus, já fazemos parte da eternidade em Deus, não experimentaremos a morte eterna. E essa eternidade já podemos viver aqui, assim como já podemos experimentar o novo nascimento! E essa nova realidade muda nossos hábitos, muda nossa forma de agir, muda nossa forma de nos relacionarmos com as outras pessoas, muda nossa forma de enxergarmos a nós mesmos.

Aleluia!

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