As 5 Habilidades Criativas dos Líderes Inovadores

Lucas Aragão
Aug 24, 2017 · 3 min read
biletskiy/Shutterstock

Você sabe quais são as maiores habilidades dos inovadores? Geralmente os vemos como pessoas criativas, que ‘pensam fora da caixa’, mas o que isso quer dizer de verdade? O que grandes líderes inovadores como Jeff Bezos, Steve Jobs, Michael Dell tem em comum? Recentemente fui iluminado com um ótimo conteúdo da HBR (Harvard Business Review) acerca do livro Innovator’s DNA, que conta o resultado de 6 anos de uma pesquisa feita com os líderes mais inovadores do mundo. O resultado disso foi um padrão de 5 ‘habilidades de descoberta’ que eles compartilhavam, dedicando-se nelas 50% a mais do seu tempo do que executivos que não inovavam. A partir disso, pensei: ‘Se quero ser mais inovador, talvez deva cultivar e desenvolver também essas habilidades em mim’. Sei que não existe receita de bolo, mas vale a título de reflexão para cada um tirar suas próprias conclusões. Compartilho com vocês um breve resumo dessas 5 habilidades.

1. Realizar Associações

Nosso cérebro não é como um dicionário em que você encontra o termo ‘cinema’ na letra C. É na verdade um emaranhado muito mais complexo que associa o termo ‘cinema’ com sensações como ansiedade, surpresa, filmes ou mesmo uma lembrança de alguém que nos acompanhava. Por esse fato, quanto mais experiências diferentes tivermos, mais diferentes e poderosas associações poderemos fazer. Steve Jobs explorou atividades como ter sido monge na Índia e ter frequentado aulas de caligrafia, que segundo ele, moldaram tremendamente seu senso estético que pode ser visto nos incríveis designs da Apple até hoje.

2. Questionar

Para Peter Drucker o maior desafio não é saber as respostas certas, mas sim as perguntas certas. Os inovadores estão sempre insatisfeitos com o status quo, por isso passam um bom tempo questionando o por quê das coisas serem como são e como mudar o mundo. Eles utilizam constatemente perguntas como ‘Por quê?’, ‘E se? e ‘Por que não?’. Um dos CEOs do estudo fez a seguinte pergunta: ‘E se nós estivermos legalmente proibidos de vender para nossos atuais clientes? Como faríamos dinheiro no próximo ano?’. Perguntas assim geram reflexões que promovem insights super poderosos.

3. Observar

Ao observar os outros, empreendedores inovadores são capazes de agir como antropólogos e cientistas sociais, obtendo insights de pequenos detalhes do comportamento de seus clientes, fornecedores e outras empresas. Eles são capazes de usar todos os sentidos para captar necessidades não descobertas que podem se tornar boas oportunidades de negócio, por isso, estão constantemente indo a campo e observando tudo por eles mesmos.

4. Experimentar

Os líderes inovadores entendem que ao se aventurarem no novo e desconhecido, existem diversas possibilidades de sua ideia não dar certo. Thomas Edison é um mestre nessas horas: ‘Eu não falhei. Só encontrei 10.000 formas de não dar certo’. Por reconheceram as altas chances de insucesso, é comum que façam diversos experimentos e protótipos que, ao serem testados, geram toneladas de aprendizado permitindo-os ajustar mais rápido seus produtos às necessidades do mercado. Jezz Bezos é um grande incentivador da experimentação na Amazon. Com o Kindle, eles compartilham o posto de varejista on-line e ao mesmo tempo empresa de produtos eletrônicos.

5. Realizar Networking

Diferentemente dos empreendedores comuns que realizam networking para vender a si mesmo, obter recursos ou desenvolver sua carreira, os inovadores fazem networking com o intuito de se conectar estrategicamente com uma rede diversa de pessoas para testar novas ideias e obter perspectivas radicalmente distintas das suas, extendendo seu domínio de conhecimento. Eles tem experiências em outros países e frequentam conferências como o TED, Davos e Aspen Ideas Festival, que reúnem um caldeirão multidisciplinar de pensamentos divergentes, que por vezes, são capazes de convergir em ideias completamente inusitadas.

Finalizando…

É importante destacar que essas atividades são os próprios líderes que as realizam, elas não são delegadas. Podemos observar que suas tarefas são bem distintas de um executivo comum. Em vez de serem voltados para a execução do negócio, agem numa mistura de cientistas-exploradores, guiados pela curiosidade e pela experimentação, para descobrir rapidamente seus próximos passos.

E você, como tem utilizado essas habilidades no seu dia dia?

Para quem quer ler o texto completo segue o link: https://hbr.org/2009/12/the-innovators-dna

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Lucas Aragão

Written by

Facilitador, Design Thinker e Gestor de Operações na @Tegrus. Apaixonado por Inovação e Aprendizagem.

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