Apocatástasis

Espero demover-me. Um suspiro, dois, três, pânico.
O dia novamente começa,
Quero sair daqui; sinto-me enjaulado — suo.
As vozes, malajambradas, riem-se do meu desassossego, incapacidade;
Soam como deletério instrumento de perturbarção;
Assemelham-se ao ranger de um giz a escrever em quadro negro.

Mesmo nos melhores dias — naqueles em que não tremo de ânsia — , 
nos que me pareço esquecer o contêiner onde deixei o corpo,
penso que na…

Esvai-se, é só mais uma imagem de cujo colorir não me recordo
(trata-se de uma mescla confusa do que outrora já foi sonho — 
passou-se).

O monumento — hermeticamente construído para ser,
Mas não parecer — onde fui armazenado, fez-me abjurar
Das confusões (as quais foram como credo, combustível).

Assemelha-se aos vetustos encontros de credulidade, 
Quando nos juntávamos abaixo dos porões da virtude,
Ousando-lhes entregar respostas, ao povo.

Levanto, ébrio, e o respirar se abstém:
É hora de voltar ao chão;
Esparramo-me-te.

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