As melhores frases de La Bruyère

Jean de La Bruyère nasceu na França, em Paris, no ano de 1645, vindo a falecer na cidade de Versalhes, em 1696. Estudou direito, exerceu a função de tesoureiro geral no bureau das finanças de Caen, continuando apesar disso a viver em Paris, cuja locação lhe servia apenas como uma espécie de recanto por meio do qual podia se voltar pras atividades intelectuais.

É de conhecimento geral que durante os séculos XIV e XV o regime feudal, embora viável, se foi pra sempre. A antiga posição dos nobres decaiu devido ao súbito desenvolvimento da economia urbana, ao passo que a Guerra dos Cem Anos produziu efeitos irremediáveis.

O comportamento, seja de natureza social, psicológica ou religiosa, sofreu mudanças profundas, de modo que, La Bruyère, em meio a esse estado de coisas, se dedicou a descrevê-los segundo os usos e costumes subjacentes ao espírito do século XVII, a saber: a ironia. Ainda assim, a cultura da época implicava tanto o colapso demográfico da Dinastia Ming, quanto ao esforço científico empreendido por Gottfried Wilhelm Leibniz, um dos maiores pensadores do Ocidente.

Daí se conclui, portanto, que não foram as especulações do período escolástico, tampouco a retomada do rigor secular renascentista das ciências que tomaram os homens de assombro. Quem realmente ainda assustava a humanidade era a própria humanidade.


Eis aqui, pois, uma coletânea de frases do autor:

“Os grandes não devem gostar nada de seus primeiros tempos, eles não lhes são favoráveis; é triste para eles ver que todos temos as mesmas origens. Os homens, em conjunto, compõem uma grande família; é tudo uma questão de grau, para mais ou para menos, nas relações de parentesco.”

“Se de entre todos os homens uns morressem, e outros não, morrer seria uma desoladora aflição.”

“Falando no sentido humano, a morte tem um lado bom, que é de pôr fim à velhice.”

“Só contam para o homem três acontecimentos: nascer, viver, morrer: ele, porém, não se sente nascer, sofre por ter de morrer e esquece-se de viver.”

“As crianças não tem passado nem futuro: aproveitam e gozam o presente.”

“Não há nada para nos dar a ideia de uma vida nova como ter sabido evitar um erro que se ia cometer.”

“Não há nada de melhor, que os homens tenham a conservar do que a própria vida, e é justamente aquilo que eles menos poupam enquanto vão vivendo.”

“Há pais cuja vida estranha parece somente ocupada em preparar, para os filhos, razões com que se consolem de sua morte.”

“A vida é curta e cheia de aborrecimentos.”

“Quando deseja, o homem rende-se sem condições à pessoa de quem espera o que deseja: mas, estando seguro de conseguir, já entra em ajuste, ganha tempo, ou capitula.”

“A dor e a pobreza: poucos escapam a esta sina.”

“É mais difícil suportar a apreensão da morte do que a própria morte.”

Referência:

BROCA, Brito J. Pensadores franceses. Rio de Janeiro: W. M. Jackson Inc., 1958.

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