Aprenda com o Uber

Não se trata apenas de uma solução para ajudar na mobilidade de cidades. Se trata sim de uma marca pensada para gerar experiências a partir de um ato tão simples como o de pegar um táxi.

Quando projetos nascem para beneficiar diretamente as pessoas, eles pedem que tudo seja pensado para que, desde o clique inicial, o usuário já se sinta envolvido em uma atmosfera quase que inexplicável de tão perfeita.

O preço — baixo — que o Uber pratica, está até na contramão do tamanho da experiência completa que ele proporciona. Clicar na tela do celular, escolher um destino, ver o preço da corrida, entrar no carro, não tocar em cédulas (o que dá ideia de que não estamos consumindo nada), ter jornais e lanches à disposição, fazer uma viagem dirigida por um motorista que gosta do que faz — e está ali tão impressionado quanto o passageiro — faz as pessoas terem a jornada perfeita a partir de um acontecimento quase que banal. Ou alguém algum dia imaginou que pegar uma carona (porque não vemos o dinheiro saindo do bolso) poderia ser algo tão mágico?

O Uber não é um ladrão oportunista que tira empregos de taxistas, ele é o que a população sempre quis, assim como o telefone celular e como os tablets, mas que ninguém até então tinha tido a coragem (porque colocar conhecimento em prática não necessita muito gasto) de fazer.

Projetos assim não nascem a partir e um problema. Projetos assim “implantam” um problema na mente da população e magistralmente apresentam a solução, compreendem? Ou alguém algum dia teve o real problema de precisar urgentemente enviar mensagens de texto a partir do seu telefone celular, quando pode-se, simplesmente, usá-lo para o que ele foi originalmente pensado?

Assim como o Uber, o WhatsApp criou este problema e o resolveu instantaneamente. É bom e velho desejo, provando que o que precisamos mesmo é de um telefone com teclas de 1 a 9, e não de um super smartphone que onera nosso bolso por alguns meses para resolver o problema de comunicação que um bom e velho telefone celular de 9 teclas daria conta.

Não critiquem o Uber, e tão menos o queiram mal. Façam justamente o contrário. O queiram muito bem e aprendam as lições verdadeiras de MARCA que ele está deixando. Marca não é aparecer, vender e ir embora. Marca é estar junto ao tempo todo ao lado de todos os públicos. E eu acredito que é isso que sua marca faz, certo?

Plus: O Uber, e outras marcas grandes (não em tamanho, mas em alma), possuem sites onde disponibilizam como elas pensam e praticam a experiência dos públicos que elas atendem. Vale muito a pena ler e tirar ensinamentos de como uma personalidade de marca forte — mesmo que seu produto seja simples — traduzida visualmente através do design, é capaz de encantar pessoas.

Acesse https://brand.uber.com/# e sinta a mágica.