Ela encontrou minha vida bagunçada.

Ela encontrou minha vida bagunçada, 
e mesmo assim quis ficar. 
Me aceitou como sou, e disse que pra onde eu for, 
eu vou ter que levá-la. 
Levantou a sobrancelha, 
fez cara de mal e disse que não estava brincando. 
Segurou por dois segundos, 
soltou um sorriso e convenhamos… 
ela é linda demais. 
Disse que não me deixaria em paz se eu desistisse de nós. 
Bateu o pé no chão, cruzou os braços e meu coração disparou quando ouvir sua voz dizer que… 
Ela quer morar no meu peito!
Agora não tem mais jeito. 
Lhe peguei de jeito e disse que não iria mais soltá-la. 
Ela sussurrou baixinho, no pé do ouvido e disse que, 
não precisava. 
Lhe arrastei pro quarto, 
e se minha vida era bagunçada, 
imagine como o meu quarto estava. 
Ela não se importava com a roupa no chão, 
e foi onde nossas roupas foram parar. 
Diferente das outras, 
ela disse que não precisava apagar a luz. 
Que queria exibir seu corpo,
e me deixou louco quando colocou minha mão em sua nuca e falou: “Me conduz!”. 
Eu pensei que era sonho, 
mas suas unhas rasgando minhas costas me fez ter certeza que não. 
Nossos corpos, o cheiro que ficou no quarto, era incrível a sensação. 
Ela disse que não há nada mais poético que nós, 
ela provocava, e em nenhum momento quis se enrolar em lençóis.
Seus lábios tocavam minha pele, embriagava minha lucidez. 
Meus dedos mergulhavam em seus cabelos, 
não decorar suas curvas seria estupidez. 
Rimei em seu corpo despido, 
minha saliva se misturava com seu gosto
me despedi de minha sanidade, 
quando vi o prazer estampado em seu rosto.