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Splatoon é brilhante, criativo e vai tomar sua vida.


Há mais de dez anos sem anunciar uma nova franquia, o estúdio Nintendo EAD aposta em um shotter online que mistura skate, grafite, adolescentes com ar de Shibuya e todo o colorido que um jogo da casa de Super Mario preza como excelência. Como? Brincando de paintball.

“Além dos gráficos bonitos e trilha estonteante, os controles são intuitivos, fluidos e bastante acessíveis. É quase um pick up and play. O jogo roda a uma estável taxa de 60 frames por segundo, o que só ajuda a melhorar a beleza visual e a sensação de satisfação com os jatos de tinta.”
Os personagens de Splatoon não possuem nomes, mas exarcebam carisma.

Em Splatoon, os protagonistas são adolescentes que se transformam em lulas, mas manteem traços da forma animal em suas versões bípedes.

Os vilões do jogo são polvos alienígenas e aparecem em versões variadas de um modo single-player frenético que homenageia a genialidade de Super Mario Galaxy, acompanhado de uma trilha sonora eletrônica sintetizada de encher os olhos e ouvidos.

O principal modo de Splatoon, Turf War, consiste em uma guerra de guetos. Vale a vitória quem conseguir pintar o maior espaço do território com a cor de sua tinta. Sim, é possível atirar em seus inimigos e fazê-los explodir com muitas cores, mas em uma partida de 3 minutos, os últimos 60 segundos são uma frenética busca pela maior quantidade de sujeira a seu favor.

Há também batalhas ranqueadas, um novo modo que lembra capture the flag e partidas com amigos registrados, além de eventos globais promovidos pela Nintendo em alguns fins de semana.

É rápido e fácil acessar o modo online do game, o verdadeiro coração de Splatoon. Vale ressaltar a falta de qualquer tipo de chat de voz ou comunicação mais precisa com jogadores da sua lista de amigos, o que é uma pena em 2015.

Todas as partidas online obrigatoriamente exigem 8 jogadores, sendo 4 em cada time. A variedade de armas (das mais clássicas às bizarras como pincel e rolo de pintar ❤) cresce a cada semana, com sucessivos updates e DLC’s gratuitos que a Nintendo vem distribuindo, aumentando a vida útil do jogo.

Seus personagens evoluem de level jogando online, o que faz a jogatina single ser mesmo deixada em segundo plano. Após a aventura solo ser fechada, é possível utilizar os (lindos) amiibos do jogo para destravar desafios exclusivos e conquistar novos adereços.

Trio de amiibos de Splatoon (arquivo pessoal)
Inkopolis, a Shibuya com cogumelos

Os adereços citados variam entre roupas, tênis, botas, bandanas, gorros e bonés. Cada um permite upgrade de habilidades específicas como velocidade e tempo de recarregamento da tinta. Os acessórios de seus adversários online podem ser encomendados em Inkopolis através de um muambeiro local.

Além dos gráficos bonitos e trilha estonteante, os controles são intuitivos, fluidos e bastante acessíveis. É quase um pick up and play. O jogo roda a uma estável taxa de 60 frames por segundo, o que só ajuda a melhorar a beleza visual e a sensação de satisfação com os jatos de tinta.

O jogo também possui um modo multiplayer offline para 2 jogadores. Nele um jogador fica no GamePad e outro olha normalmente na TV, competindo por quem estoura mais balões. Falando em GamePad, o controle tablet exibe o mapa em tempo real do cenário, mostrando o andamento da pintura do mapa entre você e seu time adversário. A tela touch também serve para realizar um superjump do seu personagem na tentativa de ajudar um parceiro. Basta clicar no cursor de algum companheiro e imediatamente o jogo de transporta para lá, elevando bastante a estratégia com bom uso da interatividade do Wii U.

Exemplo de times que podem disputar Turf War online e suas armas

Realizei no portal R7 com a ajuda do Tiago Alcantara um vídeo de hands on de Splatoon, onde mostramos o funcionamento dos amiibos, dos controles e do modo multiplayer offline. Mergulhe aqui:

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