Dos Meus Amores, Dois São Um

Cynthia e Cinema

Há cinco anos comecei a conhecer intimamente uma pessoa maravilhosa. Nunca soube dizer ou compreender de onde vem tal conexão. Finalmente creio que hoje possa tentar começar a explicar tal ligação. Desde pequeno fui cinéfilo e compreendi que, na verdade, Cynthia É cinema.

Começando pelo óbvio, Cynthia é Amélie Poulain — garota peculiar, que vê o mundo com sua própria perspectiva, independente e sonhadora. Claro, Amélie é jeito de dizer. A aparência inocente e cabeça na Lua podem nos levar a crer que Cynthia é Dorothy, Holly Golightly ou Sarah.

Gente como a gente, é Bridget Jones. Coitadinha, sonha em ser Pocahontas, mas está mais para Nikita. Do sangue indígena só vem a alma batalhadora, mas a pele clara não remete a suas origens; com mente sagaz, grande intelecto e estonteatemente sensual, é uma assassina perfeita. Perdoe-me o clichê, mas atingiu meu coração em cheio.

Gosta de ter perdido a cabeça há longa data, verdadeira Arlequina. Forte como poucas, ela é Scarlett O’Hara, é Annalise Keating, é Beatrix Kiddo, é Claire Underwood, é Mulan, é Daenerys Targaryen, é Maggie Fitzgerald, é, também Jessica Jones. Desde pequena, tão endiabrada, a própria X-23.

Mulher guerreira, verdadeira Mulher-Maravilha. Amazona feroz e sagaz, nobre e justa, busca sempre o melhor e não se importa com o autossacrifício. Não me mate por isso, mas há um quê de Katniss, líder e brava, sobrevivente das maiores adversidades que possa enfrentar. Valente, sempre enfrenta seus medos e, melhor, sempre os vence.

Evey Hammond, Olga e Furiosa ao mesmo tempo, determinada, não desiste de seus ideais e persegue-os com todo o afinco do universo. Profissional de primeira, ama o que faz, Cynthia é a personificação de Leslie Knope, mas não esconde seu jeito April Ludgate e Donna Meagle.

Tão sensacional que parece ficção: líder nobre como Leia Organa, corajosa como Elle Ripley, badass como Sarah Connor. Astuta e garbosa como Natasha Romanoff, ela é a maior super-heroína que eu já vi.

Para mim, o mais importante é que seja Dra. Louise Banks, que, mesmo sabendo de problemas vindouros, não tem medo de amar, nem de sofrer.

Muito mais que cinema, Cynthia é literatura. Seu corpo em forma de poesia bucólica, os olhos de Capitu e os lábios de Iracema não desmentem seu amor pela prosa e rima.

Mas isso é história para outra hora.

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