O sabotador

Lucas Lopasso
Jul 21, 2017 · 2 min read

Diante do apito final do árbitro de Fluminense e Cruzeiro nesta noite de quinta-feira, eu me questiono: o que eu acabei de assistir?

O Cruzeiro vivia um bom jogo até o primeiro tempo. Thiago Neves, que recentemente voltou aos trilhos após uma fase desvirtuada, fazia mais uma boa partida, expressa na assistência do gol de Sassá, recém chegado, que já havia balançado as redes no jogo contra o Flamengo. O gol do Fluminense, por sua vez, havia surgido num lance de pênalti, digno de muita discussão. Nada que abalasse a boa reputação do Cruzeiro na partida. Se seguisse daquela forma, tendencialmente afloraria a vitória. O Cruzeiro estava com a faca e o queijo na mão. Perdoem o clichê.

No segundo tempo, o time baixou a guarda. Há, entretanto, um fator determinante para aquilo que foi o sacrífico de uma partida fora de casa com possibilidades de vitória. Mais uma vez, Mano Menezes. O técnico gaúcho tirou Sassá do jogo e lançou em campo Bryan. Sim, Bryan. O ex-jogador do América, grande representante do desastre que foram as contratações do começo de 2016, estava praticamente passando férias eternas na Toca da Raposa, pois não jogava. Entrou improvisado. De ponta. No lugar do centro avante que havia feito dois gols em duas partidas. Que criava perigo na área adversário. Que podia ser nossa chance de virada. Ah, queria poder expressar a raiva em palavras. Num piscar de olhos, o ataque do Cruzeiro era formado por Rafael Marques, Raniel e Bryan diante de um daqueles jogos “ganháveis”, pois além do time do Fluminense ser pouco ameaçador, o Cruzeiro estava melhor na partida. Foi um desastre total, novamente nas custas do gaúcho.

Mano Menezes se supera na ruindade. Minha impressão é que ele perde noites de sono pensando em planos táticos mirabolantes para intervir na qualidade do time. Todo jogo é um desperdício total de talentos, investimento e tempo. O empate contra o Fluminense é a cara dele: medíocre. É pouco, mais uma vez. O técnico do Cruzeiro se impõe diante da torcida como um grande sabotador do time. É um caso sui generis no futebol: tirar o melhor em campo da partida, pra colocar um peladeiro que não joga há um século. Parece coisa de quem deseja o mal pro clube. Quando o Cruzeiro investia na vitória, chegava perto do gol de empate, o técnico faz questão de se contentar com o resultado, mesmo que pra isso precise recorrer aos meios absurdos de Bryan improvisado no ataque. Você pode enxergar isso por qualquer ângulo. Não existe razão ou justificativa. É um crime contra o bom senso. Nesta noite de quinta, Mano Menezes não somente destruiu o time e frustrou a torcida, mas ofendeu o futebol e todos envolvidos nele.

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