Não é mais apenas um ano.

2017 foi um divisor de águas. Pelo menos para mim. Na minha vidinha, que dentre as bilhões de outras vidinhas espalhadas pelo planeta, algo mudou em 2017, que agora será levado para este novo ano que chegou, e, espero eu, para até depois da minha morte. O ano passado me fez crescer de tal forma, que acredito que estou em um ponto sem retorno, numa estrada em que não se pode mais voltar. Um oceano de possibilidades se formou bem na minha frente, bem no momento exato.

Acredito que algumas coisas, alguns momentos não acontecem por acaso, e certos eventos de 2017 não foram por acaso. Foi meu último ano na faculdade de direito. Apresentei, defendi e tirei a nota máxima no meu Trabalho de Conclusão de Curso. Comecei a aprender a meditar, a entender a importância da meditação e do quanto é necessário cuidar da alma e da mente, porque afinal, somos reflexos das nossas almas e mentes. Me encontrei pela primeira vez (de muitas outras que virão) com a minha melhor amiga, que veio do Rio de Janeiro passar uns dias pertinho de mim. Como pode um ser humano ser tão iluminado e bondoso como ela é? Essa é uma pergunta que eu ainda não sei a resposta. Essa visita em particular, mesmo que por poucos dias, fez despertar em mim uma montanha de sentimentos, que antes estavam adormecidos num sono esquecido e profundo. Me fez ver que os piores monstros estão realmente apenas dentro das nossas cabeças; que é possível confrontá-los para que a roda da vida continue a girar, de forma saudável e alegre. Sinceramente, foi um despertar.

Provavelmente esta não será a única vez que terei sentido todas essas sensações e emoções, mas com certeza foi um “start” para uma nova fase, para um novo ciclo da minha vida. São tantos sonhos e metas para este ano, e para os próximos. Me exercitar mais, me tornar mais saudável, trabalhar em um lugar que eu goste de verdade e conseguir receber um dinheiro. Conhecer novas pessoas, novas ideias, novas almas, novos lugares. Fazer novas viagens, desbravar locais que nunca fui, me jogar no oceano profundo que é essa vida maluca em que vivemos. E é incrível o sentimento que venho sentido nos últimos dias: mesmo sabendo o que fazer, eu ainda me sinto perdido, sem saber o que fazer. Mas em um bom sentido.

É como se eu nunca tivesse visto o mundo como ele realmente é, e agora que descobri que sou dono do meu próprio universo, as possibilidades saltaram aos olhos, de forma assustadora com certeza, mas excitante e maravilhosa como nunca. A força da minha família, que vem passando por problemas por tanto tempo, as alegrias e risadas dos meus amigos, as lições de pessoas que conheci nesse último ano; tudo isso fez com que uma nova pessoa, aqui dentro, nascesse.

É o início de mais uma vida, mais um ciclo, mais uma jornada, que dessa vez, não terá volta. Sei que o que me espera não será apenas campos de flores e lindas águas transparentes cheias de vida, mas pelo menos, dessa vez, sei que tenho (que temos) a força de seguir em frente, de superar nossos medos e demônios internos, de conviver com a dor inevitável que as vezes aparece de repente, de tornarmos seres de luz, seres cada vez melhores. Para nós mesmos. Para as pessoas amadas. E para o mundo. Desejo um feliz 2018, um feliz ano novo, repleto de positividade, coragem, ensinamentos novos, conquistas, alegrias e muita, muita paz.

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