Vivendo Em Extremos

Eu sou uma pessoa que vive em extremos. Eu nunca vou ser 20 ou 50, sou 8 ou 80. Então, quando eu te convidar pra sair, eu estou planejando há dois dias e criando coragem pra fazê-lo há três. Calma! Não se assusta. Não estou criando um relacionamento profundo na minha mente logo agora nesse começo. Só fico animado com cada detalhe. Eu sei muito bem que é tudo novo, e talvez dure pouco, mas não posso evitar achar empolgante. E o mais engraçado de tudo é que você me acha super calmo, enquanto sempre estou vibrando por dentro, sempre estou ali do seu lado pensando se eu deveria te dar um beijo, e definitivamente desejando que você me dê um.

Se você ainda não acredita como sou exagerado, aqui estou fazendo um texto sem saber se vamos no encontrar novamente. Talvez aconteça amanhã depois da aula, na qual vou sair para o corredor com uma cara de tanto faz, mas meus olhos vão vasculhar minuciosamente o lugar em busca do seu sorriso doce. Talvez aconteça apenas naquelas férias que, como você sabe muito bem, estou desejando arduamente, e nelas eu vou estar com o coração a mil até ver seus olhos brilhantes, porque nessa hora, ele vai parar por um segundo.

Mas se um dia eu estiver distante, me desculpa. Como eu disse antes, eu moro nos maiores penhascos dos meus sentimentos. Mesmo quando estou lá no alto, um simples empurrão me puxa para o mais fundo abismo. Só peço paciência e companhia, a escalada de volta é trabalhosa, mas com a sua presença, eu subo até o Monte Everest.

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