Sobre começos

Foto de gato para ajudar na indexação. Clique feito por Dwight Sipler

Olá, tudo bem? Desculpe a bagunça, nem te ouvi chegar. Não sei quanto tempo demorei para escrever essas duas linhas. Provavelmente algumas horas. Não, não estou com nenhum bloqueio criativo. Só pertenço a uma legião de heróis anônimos: os procrastinadores.

Eles, ou melhor, nós, estamos em todos os lugares. Você provavelmente está perto de um agora mesmo. Cada membro do grupo tem sua própria rotina. A minha é mais ou menos assim: sento para fazer algo, não consigo, pego uma garrafa de água na cozinha, vejo um ou dois clipes de k-pop, volto, continuo travado, dou uma passada nas redes sociais.

Se o bicho é grande (ó essa fera aí, meu), dividir para conquistar acaba virando o lema. Abriu o word? Parabéns, ganhou cinco minutos de folga. Fez o primeiro parágrafo? Mais dez minutos. E assim a roda, bem, roda.

Curiosamente, foi procrastinando que encontrei este belo artigo sobre… A procrastinação. Resumidamente, ele fala da dificuldade de começar as coisas e terminá-las. O interessante aqui é o conceito do flow (sim, aquele do MC Guimê). Quando você entra nele, tudo passa a fluir. Fora do fluxo, porém, qualquer grão de areia vira distração.

O vilão do procrastinador é o desejo de começar. O herói, ou anti-herói, chama-se tempo. Ele sempre chega, como um mago tolkiano, na hora em que deve chegar. No apagar das luzes, as coisas saem. Os resultados aparecem. Um desespero desnecessário? Com certeza.

“A wizard is never late, nor is he early, he arrives precisely when he means to.” (Gandalf, o Cinzento)

Bom, seja bem-vindo. Vou escrever por aqui de vez em quando. Uns textos serão mais jornalísticos, outros serão só alguns pensamentos transcritos. Fique livre para comentar, criticar e compartilhar. Conversa é tudo nesse mundão. Deixo um vídeo motivador de Shia LaBeouf como presente de despedida…

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