Completo. Inteiro.
Essa história é baseada em fatos reais, não se assuste.
Alguns dias atrás eu estava no carro com uns amigos e fui indagado sobre minha vida sentimental: me perguntaram se eu estava gostando de alguém, e a ultima vez que eu havia beijado na boca. Fiz o melhor que pude para sair daquela conversa, mas ouvi uma frase que acendeu uma luz na minha cabeça: “Nós não sabemos nada sobre você, e você sabe tudo sobre a gente.”
Elementos que destaco nessa frase: nós [amigos] não [negação] sabemos [conhecimento] nada [quantidade] sobre [a respeito] você [eu]. Essa frase pode ser reescrita como: “nós, que somos seus amigos, não te conhecemos”. Isso me deu pânico.
Recentemente li em um livro o relato de uma sessão de terapia, onde o paciente descortina para o terapeuta que desde sua infância vive pintando uma mascara e construindo um muro para que seus sentimentos fossem escondidos e abafados do mundo ao redor, porém o resultado disso foi: Ele mesmo se esqueceu de como era.
Me questiono então, o tanto que me escondo dos outros, ou o tanto de verdade que há em mim. Infelizmente não consigo afirmar se vivo um personagem, pois talvez já tenha perdido há muito tempo a minha real identidade, mas quando? Quando eu me tornei o que sou? Ou será que sempre fui o que sou?
“ Não sei quem sou,
Quanto tempo eu sou,
Mas quem estou, eu sou,
E vivo, firme, nisso, até ter que mudar.”
