Solidão

Está na dor d’alma
Que me arranca a calma
Pelos cabelos sem cor
Na angústia que me cala
Sem sossego

Está na serpente faminta
Que habita em minhas entranhas 
No punhal sagrado
Erguido contra meu único sentido

Está na promessa do último trago
Que trago de ti
Do último gole
Dessa água ardente
Com gosto de dor

A solidão está
Na devastação interior
Mutilado 
Com todo o rancor