Minha Caminhada para ser Trainee J&J

Sou Lucas Parente tenho 25 anos, sou natural da cidade do Rio de Janeiro, hoje resido em Itatiaia. Essa mudança de localidade em minha vida se diz ao fato de ter passado para a UERJ em Resende, onde residi por quatro anos e meio.

Sou irmão do meio, tenho uma irmã e um irmão. Todos nós nascemos no Rio de Janeiros e exceto eu, todos permanecem lá. Tivemos uma criação bem semelhante, estudamos na mesma creche, no mesmo colégio até a formação no ensino médio.

Minha irmã no geral sempre foi a mais estudiosa, sempre bem recomendada no colégio. Eu segui bem seus passos apesar de gostar de brincar e ser mais moleque que minha irmã, mantinha também uma boa reputação no colégio. O único que deixou um pouco a desejar foi meu irmão mais novo, que pecava um pouco nos estudos.

Estudamos no CEL, no bairro do Jardim Botânico. Nossos pais sempre trabalharam bastante para nos proporcionar educação, porém em uma determinada época, as condições financeiras não eram boas e nossa manutenção no colégio ficou difícil. Minha irmã em seus 14 anos e sua reputação, pediu bolsa de estudos no colégio, explicando a situação da família. E assim conseguiu 30% de bolsa.

Como éramos três a situação permanecia delicada, eu estava na quarta série e muitas provas de bolsas e colégios públicos estavam abertas. Foi uma época bem corrida, tinha que estudar para diferentes provas. Fui bem no Colégio Militar, atingi a nota para aprovação, mas não me classifiquei, restavam apenas as provas do CPII, CEL e o sorteio do CAP, o ultimo, não fui sorteado.

Aprovado na primeira etapa do CPII, coincidiu a segunda com a prova de bolsa do CEL. Tive que optar um público ou o colégio em que estudava desde a alfabetização. Optei pelo meu colégio, pois gostava muito e todas as minhas amizades estavam nele. Depois de muito estudo e dedicação, apenas duas pessoas foram aprovadas com bolsas de 100%, um menino que tinha acabado de entrar no colégio e que por sinal seria hoje o meu melhor amigo e eu.

No vestibular, estava decidido a cursar Engenharia de Produção, mesmo sem ter total noção sobre o curso. No Rio temos algumas opções de qualidade de ensino para Engenharia de Produção, as faculdades públicas como UFRJ, UERJ, UFF e CEFET e particular a PUC.

Em 2011, o vestibular do Rio de Janeiro sofreu uma grande mudança, UFRJ e CEFET aderiram 100% ao ENEM no meio do ano letivo. Com isso a concorrência da UFRJ tornou-se muito alta, foi alvo de muitos outros estados e muitas pessoas boas não passaram e migraram para a UFF.

Mirando a UFF, atingi excelente nota, estava 10 pontos acima da ultima nota de corte, porém essa migração frustrou minhas intenções, fiquei 10 pontos abaixo da nota. Restando apenas o vestibular da UERJ o qual não fui bem e não me classifiquei. Fui aprovado na PUC, porém não queria esse sacrifício de meus pais. Decidi por motivos estudar novamente para o vestibular, primeiro por sonhar em estudar em uma faculdade pública, segundo, pois sabia que meu irmão dificilmente buscaria uma faculdade pública.

Infelizmente ou felizmente eu estava correto, fui aprovado na UERJ e meu irmão passou apenas para a PUC e não optou por estudar mais, com certeza duas mensalidades seriam impossíveis em casa.

Hoje próximo de me formar, vejo que foi a escolha mais certa que tive na vida. Desde o inicio da faculdade procurei iniciações científicas ou projetos na faculdade, que fariam grande diferença para um estágio e consequentemente no mercado de trabalho. Consegui um estágio interno remunerado na UERJ.

Após um ano, decidi abrir mão para participar de uma iniciação cientifica voluntária. Nesta iniciação pude conhecer um engenheiro da região que gostou do meu trabalho e me recomendou para estágio na Peugeot Citroen, no qual fui aprovado e permaneci durante dois anos. Ao encerrar meu estágio, consegui passar em outro na DHL, onde estou hoje.

Durante a faculdade pude participar da Atlética como coordenador de Judô, esporte que pratico desde criança e sou apaixonado, me ajudou a ter disciplina e respeitar as pessoas. Em 2016 me graduei faixa preta. Com uma personalidade forte e vontade de fazer coisas acontecerem, sempre fui reconhecido por ser bem agitado, pra frente e direto com meus amigos. Sabem que talvez não seja o mais emocional, mas que podem ter em mim um amigo verdadeiro. Minha família tem em muita confiança, pois longe da supervisão, veem alcançar bons resultados.

Me arrependo um pouco de não ter feito um intercâmbio, isso conta muito para alguns processos seletivos. O que me chateia um pouco é ter tido condição de ter ido, porém o Ciência sem Fronteiras acabou logo quando poderia pleitear essa oportunidade, tinha CR, Inglês e todos os requisitos. Houve depois uma oportunidade semelhante, mas como já tinha atrasado um ano na minha formação, já estava no mercado de trabalho, julguei que deveria continuar ao invés de me lançar de novo no desconhecido.

Eu espero sinceramente em ser lembrado não 100% pelas minhas conquistas, isso compete mais a mim e meu ego do que minha imagem para terceiros, mas sim o que pude causar na vida das pessoas. O judô pode me proporcionar tanta coisa que tento retribuir ao máximo. Trabalho com frequência com crianças carentes, então ajudamos na escola e um pouco na criação delas. O poder de mudar a vida das pessoas seja pela educação ou pelo afeto espero que seja meu legado nessa vida.

Ser trainee na J&J é poder ser um líder no inicio de carreira em uma empresa de ponta, que realmente impacta na vida das pessoas. Uma empresa que tem seus valores bem estabelecidos, que coloca o cliente em primeiro lugar, pois afinal, no setor de consumo as pessoas são nosso principal valor. O Setor de Consumo é um dos mais importantes na economia e de grandes volumes, são necessidades básicas das pessoas que precisam ser atendidas e um mercado de grandes oportunidades.