1

- Por onde começar?

- Não sei, me diga você.

- Você sabe que eu não sou muito bom com ideias… Chata.

- Eu também não sou… Chato!

- Vamos do começo então?

- Duvido você lembrar.

- Eu vou!

- Era meia noite, quando o maníaco entrou em meu quarto, com sede de sangue, ele estava armado com uma faca de caçador, daquelas bem grandes e bem afiadas, então ele pegou no meu braço com tanta força que doeu até nos ossos e me jogo para fora da cama, dai ele me matou.

- Para com isso, idiota.

- O quê? Foi assim…

- Ha, ha, muito engraçado.

- Tudo bem, você me pegou… Agora é sério.

Vamos começar de quando eu tinha 17 anos. Eu tinha muitos amigos, meu relacionamento com a minha família estava melhor do que nunca e eu estava começando a colocar minha vida no rumo, na época, eu tinha vontade de concluir minha faculdade, viajar pelo mundo, conhecer a garota perfeita, casar, ter meus filhos e passar meus conhecimentos a eles… Mas como diz o ditado: “A vida é uma caixinha de surpresas”.

- Apesar de que eu nunca tive uma caixinha de surpresas.

- O que?

- Oi?

- Você disse algo?

- Não, é que eu só estava pensando alto.

E foi aí que tudo começou, não exatamente por esse motivo, mas foi nesse mesmo dia, em que eu falei com essa garota que minha vida começou a dar para trás. Para ser bem sincero, ela nem estava indo para frente. Mas como eu sou bonzinho, vou te explicar tudo, mas vamos por partes. Você tem tempo? Porque eu tenho bastante, melhor se acomodar, vai ser uma longa história, vamos, pegue um café, não abra seu Netflix, ao menos não agora, eu sei, Netflix é uma tentação, eu também não resisto, mas você tem que se controlar, a vida é mais do que isso, enfim, vamos recobrar o foco… Sério, fecha o Netflix… Me dá uma chance, eu sou legal, juro.

Capítulo 1

Do nascimento ao ensino médio

Olha, eu sei o que eu disse, mas nunca julgue antes de conhecer e outra, é só um título, ninguém liga para isso, ao menos eu não, não sei, você liga?

- Força!

- Vamos, você consegue.

- Falta pouco, já consigo ver a cabeça… E é grande, como isso coube aqui?

- AAAAAAAAAAAHHHHHHHH!

- Ta quase, só mais um pouco… Vai…

- AAAAAAAAAHHHHHHHH, SAAAAAI LOGOOO!!!

- Nasceu! Parabéns, é um garoto, de cabeça relativamente grande.

Brincadeira, eu nasci por cesariana, na verdade meu parto foi bem chato, foi basicamente o médico cortando a barriga da minha mãe e me tirando de dentro, mas o comentário sobre a cabeça foi real, juro!

Eu nasci em 98, como pode ver, não sou tão velho quanto seus autores favoritos… Na real eu não chego nem perto, tanto da genialidade quanto da idade, ou, eu posso estar mentindo para parecer jovem e você continuar lendo, se bem que não importa, não é? Não é? Me diz que não importa!

- Mãe, para onde a gente tá indo?

- Para conversar com uma moça, uma amiga na verdade, você pode contar tudo para ela.

- Ah, eu achei que a senhora ia finalmente jogar videogame comigo.

- Depois.

Você deve estar se perguntando para onde estou indo… Quer dizer, para onde fui, já que é no passado e o passado não é presente, portanto já aconteceu, tá, vou me calar, pode continuar lendo…

- Bom dia, sejam muito bem vindos, a senhora pode sentar e esperar aqui, já você gracinha, você vem comigo.

- Para onde?

- Apenas me siga, vai ser um ótimo passeio.

Não, ela não é do governo, sendo assim eu não sou uma experiência que deu errado e precisa ser eliminada o mais rápido possível. Ou será que sou?

- Pode sentar- se aqui mesmo, nesta cadeira.

- Tudo bem.

- Então vamos começar, quantos anos você tem?

- 10.

- O que você mais gosta de fazer?

- Bem, eu gosto de fazer várias coisas, soltar pipa, brincar com bolinha de gude, jogar videogame e assistir TV.

- O que mais você assiste na tv?

- Nada em específico, eu assisto de tudo, desde desenhos animados, até a novela das 10.

- E como está indo na escola?

- hnm… bem?

- Algo mais?

- hnm… não.

Bem, pausa rápida, a verdade de eu não falar sobre a escola, no caso o fundamental, é porque eu não gostava, eu nunca me senti confortável tirando notas maiores que meus colegas e por isso eu sempre procurava confusão, baixava minhas notas propositalmente e cheguei a ser transferido de escola simplesmente por não entregar as atividades de casa, mas isso aconteceu depois, dormia nas aulas, dormia muito nas aulas, eu já cheguei a ficar preso em um auditório no ensino médio por dormir tanto, relaxa, eu vou contar sobre isso. Voltando…

- Ouvi dizer que você está indo mal na escola, é verdade?

- É…

- Por que?

- Não sei.

É eu sei, eu deveria ter dito o motivo para ela, mas eu não sabia que ela ia fazer isso comigo, uh, droga, acho que dei spoiler, mas você pode sobreviver com essa, nem foi tão spoiler assim. Ou será que foi?

- Tudo bem, vamos para as próximas perguntas.

- Ouvi dizer que você gosta de ficar a maior parte do tempo sozinho, pode me dizer o motivo?

- Eu não gosto de atenção

Na época eu não gostava mesmo, mas hoje eu dia eu amo quando “senpai notice me”… Caramba, se você entendeu essa, amigo, você precisa sair um pouco mais… Vai por mim, eu sei. Continuando…

- Como assim não gosta de atenção?

- Não é que eu não goste de atenção, a verdade é que quando a atenção está em mim, eu fico assim…

- Assim como?

- Constrangido.

- Será mesmo que é só isso?

- Não…

- Quer falar?

- hnm… Não sei…

Respostas vagas desde pequeno, eu sou muito estranho…

- Você gosta de música?

- Adoro.

- Quer ouvir?

- Sim, quais você tem?

- Eu tenho várias, você vai ter que me dizer qual tipo de musica que você gosta.

- Eu gosto de qualquer tipo de musica, desde que tenha aquelas batidas?

- Que batidas?

- Aquelas… Tss, tss, tum, bam, pah…

- Ah, você quer dizer bateria?

- Bateria?

- Sim, aquele instrumento que você tem dois pauzinhos e bate em tambores e pratos de metal.

- Ah, então aquilo é uma bateria, que estranho achei que bateria fosse outra coisa.

- O que?

- Sabe aquelas coisas que a mamãe geralmente coloca na maquina fotográfica.

Como você pode ver, meu conhecimento de mundo é desde criança, eu sou incrível, eu sei…

- Não, ha ha, quer dizer, é também, mas existem diferentes maneiras de se usar essa palavra.

- Legal.

- Voltando a musica, que tal Back in Black?

- O que? Dona, eu não fumo… Eu sou uma criança.

Eu confundi com o cigarro, me dá um desconto, eu era uma criança… Continua lendo e para de rir…

- Não, é o nome da musica. ha ha…

- Ah, sendo assim tudo bem.

Nesse momento, ela colocou a música para tocar, eu amei, mas como eu fui criado em uma cidadezinha bem pequena do interior, foi me dito que rock era do capeta, é… eu sei… Continuando…

- Não podemos ouvir isso, é feio?

- Por que?

- Porque é uma música ruim.

- Como assim?

- Me disseram que eu vou para o inferno se ouvir isso, é como ouvir o disco da Xuxa ao contrário.

O garoto viaja nas ideias… espera, esse garoto sou eu… droga!

- E você acreditou nisso? Vamos, é só uma música… E isso da Xuxa não é verdade!

- Mas me disseram que…

- E você acredita em tudo o que te dizem?

- E não deveria?

- Mas é claro que não, algumas pessoas geralmente não sabem muito bem sobre o que estão falando, dai elas inventam algo para acabar com o assunto.

- O ruim disso é que elas não entendem que isso pode vir a causar confusões futuras, por menor que seja o erro.

- Entendeu?

- Acho que sim, mas, se elas não sabem do que estão falando, então por que elas continuam falando? Por que simplesmente não dizem que não sabem?

- Simples, é porque a maioria das pessoas querem saber demais, dai quando acham algo que não compreendem, não sabem o que fazer e essa confusão na cabeça faz com que prefiram inventar algo a buscar a verdade, para poder satisfazer a cabeça e não se sentir culpado por não saber.

Esse dia foi legal… Concorda? Depois daí a sessão acabou… Sim, psicologa, só que eu já estava considerando ela uma amiga incrível. A melhor que eu tive… Ou não… Você odeia isso não é? Eu falo uma coisa, dai em seguida nego e você não sabe qual é a real… mas essa é a graça da coisa, “Deal with it”… mais uma, desculpa. Continuando…

- Então como foi a conversa com a moça?

- Foi legal, gostei dela.

- Sobre o que vocês falaram?

- Coisas.

- Posso saber?

- hnm… Talvez.

Acabei não falando. Não tinha motivos para falar nada. Mas dai começaram a acontecer certas confusões em minha cabeça… O motivo? de tanto acharem que eu tinha um problema, eu comecei a achar que tinha um problema… E sabe a amiga? psicologa, então, me diagnosticou com TDAH e TOC, mistura perfeita, não acha? Só que segundo ela, os sintomas em mim eram mais fracos, mas poderiam ser controlados… Com medicamentos, medicamentos pesados… Acho que você sabe quais, espero que saiba. Sabe?

- Estou com fome!

- Está quase pronto, fica quietinho aí.

- Tá.

Mas eu estava com fome, muita fome… Não se deixa uma criança com fome…

- Pronto, aproveite a macarronada.

- E a senhora, não vai comer?

- Não, ao menos não agora… Já tomou seu remédio?

- Já sim.

- Ótimo.

Essa era minha relação com ela naquela época… E ficou assim por muito tempo, em breve você saberá o motivo. De qualquer forma, vamos continuar, tem muita coisa pela frente…

- Então, como você está hoje?

- Bem, eu acho…

- Vamos, já fazemos isso a bastante tempo… Me fala, como está indo na escola?

- Está tudo bem, estou até fazendo as atividades.

E é verdade, eu estava fazendo mesmo, juro… Não acredita? Quem sabe eu te mostre algum dia, ou não… Viu fiz de novo.

- Ótimo, está tomando todos os remédios?

- Sim, precisamente como você me disse, nem um minuto a mais ou a menos.

- Bem então parece que já podemos terminar por aqui, parece que você já consegue se virar sozinho, igual um homenzinho, não é mesmo?

- Uh… Não sei, eu acho que sim.

- Então?

- Então… Acho que terminamos mesmo.

- Ei, não fica triste, se precisar de mim, sabe onde eu trabalho.

- Eh… Quem sabe qualquer dia eu apareço por aqui.

Na semana seguinte ela viajou para bem, bem longe, bem longe mesmo, tipo, muito longe. Sabe longe?

- Oi filho, você está bem?

- Sim!

- Está com fome?

- Um pouco, o que vai ter para comer?

- O que você quer?

- Pode ser qualquer coisa, menos aquele esquentado de macarrão com molho que a senhora insiste em chamar de macarronada.

- Oh… Achei que você gostava… Tudo bem, não faço mais.

- Ótimo!

É, eu sei, fui um babaca, poderia ter dito de uma maneira mais suave, mas eu estava triste, eu sei, não tem desculpa, mas o que foi feito já passou, sigamos em frente…

- Ansioso para o primeiro dia de aula?

- ”Sim, super ansioso pra ficar do lado de idiotas que ficam te insultando e acham que virar bandido é a melhor coisa que se pode fazer dessa vida. Uhul.”

Uh, para ficar bem claro, eu não falei isso, isso foi um pensamento, o que eu disse foi:

- Claro que sim mamãe, vai ser ótimo, interagir com as pessoas e fazer novas amizades..

- Que bom filho.

- Tenha um ótimo dia, sua carona já vai chegar.

Ah é, quase me esqueci, as caronas, como eu pude me esquecer delas? Bem, basicamente eu recebia carona do pai de uma amiga minha, na verdade minha melhor amiga na época, eu lembro que éramos muito próximos, mas aconteceu algo muito estranho com a gente e aparentemente a culpa foi minha… Eu acho, olha como foi:

- E então, último ano não é?

- É, haha, chega desses idiotas enchendo nosso saco todos os dias. o ensino médio vai ser bem melhor do que essa porcaria.

- Sim, tomara que não vejamos nunca mais esses caras chatos, espero muito que a gente vá todos os dias juntos, quem sabe a gente até não… ah…

- O que?

- Nada… Deixa pra lá… Enfim, você vai do lado de quem para a viagem da turma? Alguma gatinha em mente?

- Haha, você sabe que não… Acho que vou do seu lado mesmo, afinal você vai ser a única amiga que eu terei naquele lugar.

- É… Amiga.

- Então, para onde será essa viagem mesmo? Eu não prestei atenção quando a diretora falou.

- Haha, como sempre, seu chato!

Primeira vez que ela me chamou de chato, ela sorriu depois de dizer isso… Foi bonito na hora, ela ficava linda quando envergonhada, sinto saudades daquela época em que éramos inocentes… Sim, eu tive esse tipo de infância… Ou não… Como sempre, eu confundindo sua cabeça, eu sou malvado, haha, enfim, como dizia minha avó, “Sigamos em frente, pois atrás vem gente”.

- Claro que não sou, chata é você, haha. Mas sério, onde vamos nessa viajem?

- Alguma praia qualquer, como aconteceu com todos os outros.

- E então, planos para quando chegarmos lá?

- Eu tenho, apenas um.

- Vai contar?

- Você vai saber na hora…

- Tudo bem.

É eu sei, eu sei, mas só vim a descobrir o plano dela tarde demais e sim, eu cometi um erro terrível, acho que você até imagina qual foi…

- Então…

- Estamos aqui, eu, você…

E vários imbecis, mas ignore…

- Então… O ano está acabando…. Já sabe pra onde vai no ensino médio?

- Já sim.

- Para onde você vai?

- Viajar, trabalhar, conhecer o mundo…

- Então, você não vai mais querer aprender? Faculdade? Ser alguém?

- Ha ha, pode até parecer estranho, mas não é só na escola que se aprende as coisas e outra, eu sou uma eterna aprendiz…

Eu sei, eu sei, essa foi estimulante, mas continua lendo… Se eu deixar, já reparou como as folhas de outono estão lindas? O trânsito é horrível nessa época do ano não é mesmo? E então o que você tem feito da vida? Viu, eu sou muito chato, talvez seja esse o motivo de… Nossa, quase te dei mais um spoiler, continue lendo…

- E você?

- Eu? Bem, basicamente continuar na rotina, nunca me vi fazendo algo diferente, sabe?

- Não, não sei, me explica.

- Eu não sou o tipo de cara ambicioso, eu sou mais pé no chão, gosto de ver a vida como ela é e não como poderia ser.

- Entendi, você é um imbecil…

- Não, não sou, apenas não gosto de sonhar.

- Viu, um imbecil que não gosta de sonhar. Pensa bem, vamos, o que você mais gosta de fazer quando está sozinho?

Envolve eu, minha mão e alguns por… Deixe para lá, prossigamos.

- Eu gosto de ouvir músicas, assistir filmes, jogar e uma vez ou outra sair com meus amigos…

- Caramba…

- O que? Tem algo a mais que eu poderia estar fazendo?

- Sim, você poderia estar lendo livros, mergulhando nas ideias de autores contemporâneos, entrar em sites de passagens aéreas…

- Sites de passagens aéreas? Mas por que eu faria isso?

- Ah, sei lá, para saber quanto custa para viajar para o mais longe possível e ficar imaginando como seria a viagem… Eu costumo fazer isso.

- Você é muito estranha.

- Eu não acho… Quer dizer, nem sempre.

- Acho que vou fazer isso, só para saber como é.

- Mesmo? Eu posso te mostrar os melhores sites se você quiser.

- Claro.

- Por que está se levantando?

- Te mostrar os sites? Você disse, que iria fazer, então vamos antes que a coragem passe.

- Mas a gente vai para onde, não tem computadores aqui.

- Apenas me siga…

- Tá

Hey, você por aqui novamente? Legal, então, eu fiz essa pequena pausa para que? Bem para nos irmos devagar, eu estou contando muito rápido essa história que não foi em partes baseada em minha vida, sério, juro… Para com isso, não foi… Ou será que foi? Há, fiz de novo.

- Acho que não deveríamos estar aqui.

- Acha?

- Não, tenho certeza.

- Se decide, você tem certeza ou acha?

- Certeza, certeza, certe…

- Tá, senta aqui.

- Você não ouviu quando eu disse que não deveríamos estar aqui.

- Ouvi sim, mas quem disse que eu ligo?

- Mas eu sim, a gente vai se encrencar, feio, essa é a sala da administração do clube, clientes pessoas não autorizadas não podem vir aqui.

- Está tudo bem seu medroso, não vai acontecer nada conosco.

- Certeza?

- Não, eu acho.

- A qual é?

- Eu tô brincando, relaxa, eu tenho certeza, pode ficar tranquilo.

- É bom mesmo, agora anda, deixa eu te mostrar os lugares que eu quero ir.

- Tá, mas aposto que tem florestas e coisas de pessoas hippies.

- Esse é o primeiro, o que acha?

- Espera… Vegas? Como assim?

- O que?

- Você quer ir para Vegas?

- Claro, por que não?

É verdade, por que não?

- Sei lá, não parece muito seu estilo de lugar.

- E qual seria meu tipo de lugar?

- Pelas coisas que você me disse eu achei que você gostava de lugares mais exóticos.

- E Vegas não é exótico com todos aqueles monumentos, cassinos e diversificações?

- Bem, sim, mas exótico do tipo, A Grande Muralha da China.

- Eu também quero ir na Grande Muralha.

- Quem é você?

- Sou só uma garota, digamos, diversificada.

- E quem é você?

- Eu…

Eu… Quem sou eu? Filosófico, não? As vezes eu fico imaginando se minha personalidade é baseada em alguém, ou se eu realmente sou assim, mas na verdade eu nunca parei para idealizar, quem realmente sou eu?

- Eu não sei.

- Bem cá… Quero te dar algo.

- O qu…

Isso mesmo, ela me beijou e sabe a da carona? Então ela estava do lado de fora da sala, viu tudo e avisou para alguém da administração, dai vocês já podem imaginar o que aconteceu…

- Oi.

- …

- Está bem?

- Sim.

- Está com raiva de mim?

- …

- Fala!

- O que você acha?

- Desculpa, eu só não queria te ver… Esquece, só me desculpa, por favor.

- …

Eu estava com muita raiva, mas não dela, estava com raiva porque eu gostava dela assim como ela gostava e mim, quer dizer, isso antes daquele beijo… Mas fazer o que? Coisas acontecem, as vezes inevitáveis…

[“NÃO SEI COMO CONTINUAR, SUGESTÕES?”]

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