Rua Peixote Gomide – Lugar de gente bonita, jovem e vamô que vamô

A Augusta nasce e morre aqui.

Séloko.

A Augusta já foi legal pra caralho. Aqui já. oi o verdadeiro inferno. Esse inferno na terra mudou muito por causa de leis e da especulação imobiliária.

A região começou a ser bem vista pelos ricaços de plantão. Algumas baladas (sdds Vegas) e casas de diversão adulta fecharam e foram demolidas para, simplesmente, darem lugar a condomínios de luxo com piscinas e triplex.

Com dificuldades, seguimos sobrevivendo.

Alguns anos atrás foi proibido fumar em lugares fechados. Isso quase ferrou muito bar e balada daqui. Não que seja ruim. Também não sou fumante e isso foi uma benção.

Recentemente foi proibido que você saia com bebida dos estabelecimentos depois de determinado horário. Aí fodeu.

A estrela principal da Augusta é a rua. Rua, calçadas, vai e vem de pessoas. Essa proibição fez com que surgisse um deserto no centro de São Paulo depois da uma da manhã.

Vendedores de tequila ao custo de 5 golpinhos surgiram nesse meio tempo. Os únicos salvadores para quem quer tomar seu drink sob a luz do luar

A Rua Peixote Gomide está aí pra salvar frequentadores mais nostálgicos. Aqui a bebida rola solta nas ruas (bebibas e outras coisas que papai do céu não gosta).

Héteros, gays, traficantes e vendedores de algodão doce. Todo mundo bem de boa e só. Geral querendo se divertir.

Vendedor de algodão doce. Bem delícia.
Drogas não são legais. Não use e não venda.

Veja, drogas não são legais. Não use e não venda. Acho bom deixar isso claro aqui. Coloquei até como citação pra dar mais destaque a essa mensagem importante.

Cruzar a Peixote Gomide enquanto descemos a Augusta é cruzar com o futuro que não se concretizou. É ver tolerância e união, desapego e respeito. É ver que essa rua poderia existir em qualquer bairro, até o mais periférico. Muita gente vem de bairros distantes só passar uma noite aqui. Sem julgamentos. Sem dedos apontando. Sem balada de 70 reais sem consumação.

Cola aí e faz a festa.

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