Escolhas

O futebol é um jogo de escolhas. Você pode começar atacando, conseguir um gol e se manter no ataque; você pode começar atacando, conseguir um gol e administrar o resultado; você pode nem começar atacando mas conseguir um gol em um contra-ataque administra o resultado; as opções são variadas.

O Barcelona desde 2009 preza pela posse de bola. Começou com Pep Guardiola, passou por Tito Vilanova, caiu um pouco com Tata Martino e voltou com Luís Enrique. Revolucionário para alguns, entediantes para outros, incluindo eu. É bonito ver uma bela troca de passes mas a falta de objetividade causa aflição quase que inexplicável. De qualquer jeito, deu alguns resultados, pois há peças no Barcelona que fazem isso dá certo. O Barcelona começa atacando e se mantém no ataque, mas o que acontece quando começa perdendo?

O Atlético Madrid de Simeone dá uma aula de defesa, mas isso não significa uma isenção ao ataque, longe disso até. A mágica do Atleti é vista na maneira de jogar. Em como conseguem ser eficientes na frente e seguros atrás. É o time que começa atacando e se fecha, mas também espera o momento certo para atacar, como um contra-ataque, por exemplo, que hoje originou o pênalti convertido por Griezmann, que já tinha aberto o placar na primeira etapa.

Agora voltando a responder a pergunta do segundo parágrafo: o que acontece quando o Barcelona começa perdendo? Nada. Absolutamente nada. O Barcelona continua sendo o mesmo. Num desespero ou outro, o zagueiro Piqué vira atacante mas pouco resolve. A posse de bola absurda e chata de se ver continua ali. Hoje em determinado momento do jogo, o Barcelona tinha 72% de posse contra apenas 28% do Atleti e 10 chances de gol contra 8 dos colchoneros, número esse praticamente igual. Em termos de comparação, o Leicester City, líder da Premier League, tem uma média geral de 45% de posse na temporada.

Não quero dizer que o Barcelona precisa se reinventar/mudar essa filosofia vitoriosa, mas não é possível que não exista um “plano B” em ocasiões como essa. Falta repertório.